Orquestra das Beiras

26 Abril, 2026 às 17h30 (domingo)
na Escola Secundária Emídio Navarro


Entrada: 6€ • Adquirir bilhete
Maiores de 3 anos. Bilhete obrigatório.​

A Orquestra das Beiras apresenta um programa centrado em dois pilares do repertório sinfónico do século XIX. A primeira parte é dedicada ao célebre “Concerto para piano e orquestra n.º 1”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, obra de grande intensidade expressiva e virtuosismo, interpretada pelo pianista português Raúl da Costa, presença regular em importantes salas de concerto internacionais.

Na segunda parte, a orquestra interpreta a “Sinfonia n.º 1”, de Johannes Brahms, uma obra que marcou profundamente o repertório sinfónico ao afirmar a maturidade criativa do compositor após um longo processo de gestação. Sob a direção de Jan Wierzba, a Orquestra das Beiras — formação com mais de duas décadas de atividade e presença regular em festivais e salas de concerto em Portugal e no estrangeiro — apresenta um programa que reúne duas das obras mais marcantes da tradição sinfónica europeia.

Programa

PIOTR ILITCH TCHAIKOVSKY (1840–1893)
Concerto para piano e orquestra n.º 1 em Si bemol menor, Op. 23
— I. Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro con spirito
— II. Andantino semplice – Prestissimo
— III. Allegro con fuoco

JOHANNES BRAHMS (1833–1897)
Sinfonia n.º 1 em Dó menor, Op. 68
— I. Un poco sostenuto – Allegro – Meno allegro
— II. Andante sostenuto
— III. Un poco allegretto e grazioso
— IV. Adagio – Più andante – Allegro non troppo, ma con brio – Più allegro

Ficha Artística

Orquestra das Beiras – Interpretação
Raúl da Costa – Piano
Jan Wierzba – Direção

Biografias

ORQUESTRA DAS BEIRAS
A Orquestra das Beiras deu o seu primeiro concerto em 15 de Dezembro de 1997, no aniversário da Universidade de Aveiro. São mais de 27 anos de atividade e de afirmação crescente no panorama musical. Criada no âmbito de um programa governamental para a constituição de uma rede de orquestras regionais, tem como fundadores diversas instituições e municípios da região das Beiras, que então constituiram a Associação Musical das Beiras.
A Orquestra é formada por 31 músicos de cordas, sopros e percussão, de elevada craveira, com formação nas mais prestigiadas escolas e ampla experiência internacional. Ao longo das suas carreiras têm colaborado em projetos musicais diversificados, com grandes mestres da música erudita, enriquecendo a sua trajetória artística.
Do seu vasto historial constam participações nos principais Festivais de Música do país, mas também estrangeiros, como o Festival de Guyenne (França), o Festival de Mérida (Espanha), o Concurso Internacional de Piano de Ferrol (Espanha). A Orquestra tem-se apresentado em grandiosas salas, como no Coliseu de Recreios de Lisboa (por exemplo com a companhia Cirque du Soleil), no Coliseu do Porto (concertos Promenade), no Teatro Nacional de São Carlos , no Teatro São Luís, no Teatro Aveirense e no Teatro Viriato, com grandes concertos, óperas e bailados.
Em 2017, a Orquestra foi convidada a apresentar a banda sonora do cine-concerto “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, dirigido pela maestrina americana Sarah Hicks, uma estreia em Portugal, promovida pela CineConcerts e a Warner Bros. Consumer Products, numa digressão global em celebração dos filmes de Harry Potter. Em 2018 apresentou a banda sonora do segundo filme, “Harry Potter e a Câmara dos Segredos”, sob a direção de Matthias Manasi. Em 2019, sob a direção do maestro britânico Timothy Henty, apresentou o terceiro filme desta saga, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” e, em 2020 apresentou o quarto filme, “Harry Potter e o Cálice de Fogo “. Em 2022, apresentou o quinto filme desta saga, “Harry Potter e a Ordem da Fénix”, para interpretar no ano seguinte o sexto filme da série, “Harry Potter e o Príncipe Misterioso”. Em 2024 aprsentou o sétimo filme, “Harry Potter e os Talismãs da Morte – parte I” e no dia 15 de fevereiro de 2025, sob a direção do maestro Benjamin Pope apresentaram o oitavo e último capitulo da série de filmes concerto de Harry Potter, “Harry Potter e os Talismãs da Morte – parte II”.
Ao longo da sua existência, a Orquestra das Beiras tem sido dirigida pelos mais conceituados maestros portugueses e estrangeiros. Tem colaborado com músicos de grande prestígio nacional e internacional, dos quais nos permitimos destacar os concertos realizados com o conceituadíssimo tenor José Carreras. Simultaneamente, tem procurado dar oportunidade à nova geração de músicos portugueses, sejam eles instrumentistas, cantores ou maestros.
Do seu repertório constam obras que vão desde o Século XVII ao Século XXI, tendo sido dada particular importância à interpretação de música portuguesa, quer ao nível da recuperação do património musical, quer à execução de obras dos principais compositores do século XX e XXI, com grande empenho na apresentação de estreias absolutas.
Nesse quadro, da sua discografia fazem parte orquestrações do compositor João Pedro Oliveira sobre Lieder de Schubert, a Missa para Solistas, Coro e Orquestra de João José Baldi e as 3ª e 4ª Sinfonias de António Victorino d’ Almeida, sob a direção do próprio.
A música para filmes ou o teatro musical são também formas nobres de aproximação ao público. A colaboração com diversos artistas de diferentes géneros musicais do panorama nacional e internacional são igualmente relevantes. Podem referir-se, de uma vasta lista de grandes vultos, Alessandro Safina, Ana Lains, André Sardet, Aurea, Bernardo Sassetti, Boss AC, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, Cristina Branco, David Fonseca, Dulce Pontes, Gilberto Gil, Gisela João, Ivan Lins, Janita Salomé, João Gil, Luís Represas, Manuela Azevedo, Maria João, Mário Laginha, Mariza, Nancy Vieira, Nuno Guerreiro, Paulo de Carvalho, Paulo Flores, Rita Guerra, Rui Reininho, Rui Veloso, Sofia Escobar, Stacey Kent, Vitorino. Também tem tocado com grupos como Danças Ocultas, Xutos & Pontapés, Jáfumega, Ala dos Namorados, James, Quarteto do Rio e Capitão Fausto.
Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes.

JAN WIERZBA
Nascido na Polónia e criado no Porto, é conhecido como um dos maestros mais versáteis da sua geração. O seu interesse a nível de repertório vai desde a música barroca à criação contemporânea, cruzando frequentemente fronteiras com outros géneros musicais. Apresenta-se regularmente em contexto operático, sinfónico e coral-sinfónico. É um entusiasta de projetos multidisciplinares, procurando novas perspetivas artísticas através do cruzamento de várias formas de criação. Procura acompanhar as mudanças rápidas a que a sociedade e meio musical contemporâneos obrigam, a nível de interesses do público, práticas interpretativas modernas e desenvolvimento tecnológico. Desde Janeiro de 2024 é Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Filarmonia das Beiras. Integra a Direção Artística do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (MPMP), promovendo ativamente música erudita portuguesa de todas as épocas. É Professor Assistente na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Foi Maestro Titular da Orquestra Clássica do Centro entre 2018 e 2021 e Maestro Assistente da Netherlands Philharmonic Orchestra entre 2017 e 2019. Dirigiu a Netherlands Philharmonic Orchestra, Real Filharmonia de Galicia, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra de Guadalajara, Orquestra do Norte, Netherlands Chamber Orchestra, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Pop Portuguesa, entre outros agrupamentos tanto profissionais como académicos. No contexto operático, para além de Maestro Convidado Principal do OperaFest Lisboa entre 2020 e 2023, dirigiu a primeira edição do FIO – Festival Informal de Ópera, e foi Maestro Residente no Operosa Festival que teve lugar na Sérvia e no Montenegro. Dirigiu as estreias de uma dezena de óperas de compositores vivos. Participou numa série de masterclasses com foco em Ópera sob a tutoria do Maestro Carlo Rizzi, e foi um dos 15 artistas convidados a participar na International Community Arts Academy, tendo também participado no workshop Opera in Creation durante o Festival d’Aix-en-Provence, tudo ao abrigo da European Network for Opera Academies. Foi Maestro Assistente do Coro da Dutch National Opera, e Maestro do Coro do Círculo Portuense de Ópera. Foi Maestro Assistente de Joana Carneiro, Jac van Steen, Vassily Petrenko, Pedro Carneiro, Marc Tardue, Sir Andrew Davis e Juanjo Mena tendo ainda trabalhado em masterclass com Neeme Jarvi, Jorma Panula, Juanjo Mena, Nicolas Pasquet, Sir Mark Elder, Jean-Sebastien Béreau e Paavo Jarvi, entre outros. Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, frequentou o grau de Konzertexamen na Hochschule für Musik Franz Liszt, em Weimar, na classe dos Professores Nicolas Pasquet e Eckhart Wycik e terminou o Mestrado em Direção na Royal Northern College of Music, onde estudou com Clark Rundell e Mark Heron. Licenciou-se em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra sob a tutoria do Maestro Jean Marc Burfin. Licenciou-se também em Piano pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto na classe de Constantin Sandu, tendo-se apresentado em público inúmeras vezes em recital, música de câmara e com orquestra. É laureado do Prémio Jovens Músicos, tanto em Música de Câmara como em Direção de Orquestra, para além do Mortimer Furber Prize for Conducting, o Prémio Rotary Club da Foz, e uma bolsa da Yamaha Music Foundation for Europe.

RAÚL DA COSTA
Raúl da Costa, pianista premiado em diversos concursos nacionais e internacionais, é, desde muito novo, presença recorrente nas salas mais emblemáticas do país. Salienta-se o grande sucesso obtido em alguns dos maiores palcos a nível internacional, destacando-se Konzerthaus Berlin, Palau de La Musica Catalana, Radio France, Academia Liszt em Budapeste, Philharmonie Essen, entre muitos outros palcos por toda a Europa, Estados Unidos da América e Ásia.
Nasceu na Póvoa de Varzim em 1993, tendo iniciado os seus estudos com o professor Álvaro Teixeira Lopes que foi particularmente marcante na sua adolescência. Iniciou em 2011 os seus estudos superiores na Hochschule für Musik, Theater und Medien, em Hannover, na classe dos reconhecidos professores Karl-Heinz Kämmerling e Bernd Goetzke, assim como de Kirill Gerstein na Hochschule für Musik Hanns Eisler Berlin. Trabalhou também juntamente com mestres como Dmitri Bashkirov, Ferenc Rados, Daniel Barenboim, Manfred Eicher e Maria João Pires.
Foi bolseiro da Yamaha Musical Foundation of Europe, da Yehudi Menuhin Live Music Now Foundation e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Aos 12 anos de idade fez a sua estreia com orquestra na Casa da Música, e desde então tem colaborado com maestros como Theodore Kuchar, Antonio Pirolli, Joseph Swensen, Stefan Blunier, Vladimir Lande, Vitaliy Protasov, Álvaro Albiach, Raphaël Oleg, a par de orquestras como a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica de Castilla y León, Orquestra Filarmónica Janacek, Deutsches Kammerorchester Berlin, Orquestra Sinfónica do Estado da Sibéria, Folkwang Kammerorchester Essen, a Orquestra Sinfónia de Antalyia.
A sua interpretação do 4º Concerto para Piano de Rachmaninov foi editada em CD com a Orquestra Sinfónica do Porto, sob a direção de Stephan Blunier.
Raúl da Costa assumiu, em 2018, o cargo de Diretor Artístico do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.