Máximo Klyetsun

10 Abril, 2026 às 21h00 (sexta-feira)
no Museu Nacional Grão Vasco


Entrada: 3€ • Adquirir bilhete
Maiores de 3 anos. Bilhete obrigatório.​

Máximo Klyetsun tem apenas 20 anos, mas o percurso que já traça — entre Portugal, Paris e palcos de vários continentes — revela uma maturidade pouco comum. Nascido em 2006, crescido em Portugal por pais ucranianos e formado no Conservatório Bomfim, obteve recentemente o Diploma de Artista na École Normale de Musique de Paris com distinção máxima. Neste recital, apresenta um programa que atravessa séculos e estilos: da clareza da Sonata K. 311 de Mozart às intensas Variações sobre um tema de Corelli de Rachmaninoff, passando pela Rapsódia húngara n.º 6 de Liszt. Inclui ainda dois Préludes de Mischa Hillesum — compositor neerlandês que morreu em Auschwitz em 1943 — e a Toccata final do «Le Tombeau de Couperin» de Ravel, um dos momentos mais exigentes do repertório.

Programa

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756–1791)
Sonata em Ré maior, K. 311

MISCHA HILLESUM (1920–1943)
2 Préludes, Op. 1 (1940)

SERGEI RACHMANINOFF (1873–1943)
Variações sobre um tema de Corelli, Op. 42

FRANZ LISZT (1811–1886)
Rapsódia húngara n.º 6

MAURICE RAVEL (1875–1937)
Le Tombeau de Couperin
— VI. Toccata

Ficha Artística

Máximo Klyetsun – Piano

Biografia

MÁXIMO KLYETSUN
Máximo Klyetsun (nascido a 18 de fevereiro de 2006) é um pianista português da nova geração, afirmando-se já no panorama internacional de concertos. Criado em Portugal por pais ucranianos, descobriu a música clássica desde cedo, inspirado pelos estudos de violino da sua irmã mais velha. Iniciou as aulas de piano aos seis anos e rapidamente demonstrou grande sensibilidade musical e disciplina.
Concluiu os seus estudos no Conservatório Bomfim, terminando em 2024 com as mais altas distinções académicas e cívicas, sob a orientação das Professoras Patrícia Ventura e Maria Hoffman. Posteriormente, prosseguiu a sua formação avançada na École Normale de Musique de Paris – Alfred Cortot, onde obteve o Diploma de Artista aos 19 anos, com a distinção Très Bien avec Félicitations du Jury, estudando com o Professor Marian Rybicki. Máximo encontra-se atualmente no segundo ano da Universidade do Minho, a estudar com o Professor Ângelo Martingo, conciliando ainda estudos privados com Marian Pivka, antigo aluno de Vera Gornostaeva no Conservatório de Moscovo.
Máximo apresentou-se amplamente por toda a Europa e a nível internacional, atuando em cidades como Paris, Berna, Lisboa, Madrid, Roma, Porto, Braga, Guimarães, Nice, Ibiza, Tarnów, Viena, Rabat, Nashville, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Berna, integrou a Young Piano Series, confirmando a sua crescente presença no panorama internacional. Participou em importantes festivais, incluindo o International Spanish Music Festival (León), o International Ibiza Music Festival, o Summer Classical Festival em Lisboa e o Pianíssimo Festival, bem como em séries de concertos organizadas pela ANIMATO. As suas atuações tiveram lugar em salas e instituições culturais de relevo, incluindo o Teatro Copacabana Palace (Rio de Janeiro) e o Teatro B32 (São Paulo), tendo sido convidado a tocar para distintas figuras públicas, incluindo o Primeiro-Ministro e o Ministro da Cultura de Portugal.
Um dos momentos de destaque da sua atividade concertística foi o recital na Casa da Música, transmitido em direto pela Antena 2, bem como as suas participações na SIC Televisão, levando a sua arte a um público nacional mais alargado. Paralelamente à sua carreira a solo, Máximo dedica-se ativamente à música de câmara, apresentando-se regularmente em formações de trio e quinteto.
Colaborou com orquestras como a Orquestra Sinfónica Esproarte, dirigida por Gustavo Delgado, e a Orquestra do Bomfim, sob a direção de Luís Machado. O seu trabalho artístico encontra-se também documentado em duas gravações realizadas em Portugal, incluindo um álbum dedicado ao 150.º aniversário de Sergei Rachmaninoff e uma gravação para a Mostra Musical Eixo Atlântico.
A carreira em concursos de Máximo reflete um forte perfil internacional. Em 2025, foi distinguido com o Primeiro Prémio no Prix du Piano Bern, o Segundo Prémio e o Prémio do Público no International ANIMATO Piano Competition em Paris (júri presidido por Dang Thai Son), e o Segundo Prémio com o Prémio de Melhor Pianista Português no Concurso Internacional de Piano de Viseu. Em anos anteriores, conquistou o Primeiro Prémio no International Piano Competition of Ibiza, no New York International Music Competition, no Caneres International Music Competition em Viena, no Concurso Internacional de Piano de Oeiras e o Prémio Lisa de Sousa Pedroso, entre muitos outros. No total, recebeu mais de 50 prémios em concursos internacionais por toda a Europa e Estados Unidos da América.
Em 2026, Máximo foi selecionado para participar no Arthur Rubinstein International Piano Master Competition, assinalando um marco importante no seu desenvolvimento artístico.
Participou em masterclasses com pianistas e pedagogos de renome internacional, incluindo Vladimir Viardo, Arie Vardi, Jean Saulnier, Artur Pizarro, Milana Chernyavska, Elena Richter, Qing Li, Philippe Raskin e Colen Lee, que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da sua voz artística.
Para além da música, Máximo mantém um forte interesse pelo património cultural, visitando regularmente museus e instituições artísticas. É também apaixonado por futebol e acompanha a cultura contemporânea e os desenvolvimentos globais, que continuam a moldar a sua perspetiva artística.

O concerto