Mathias Duplessy Trio

18 Abril, 2026 às 21h00 (sábado)
na Auditório da Igreja Nova


Entrada: 6€ • Adquirir bilhete
Maiores de 3 anos. Bilhete obrigatório.​

O guitarrista e compositor francês Mathias Duplessy apresenta-se em Viseu em trio. Conhecido pelo seu trabalho na área da música de cruzamento entre tradições, jazz e criação contemporânea, Duplessy construiu ao longo dos anos uma obra muito pessoal, marcada pela mistura de influências que vão da música clássica europeia às sonoridades da Ásia Central e da Índia.

Neste concerto, o trio explora esse universo musical através de composições originais e espaços de improvisação, num diálogo entre guitarra, violoncelo e percussão. Ao lado de Duplessy, o violoncelista francês Guillaume Latil — improvisador e compositor com forte presença no jazz e na música para cinema — e o percussionista Stéphane Edouard — conhecido pela integração de ritmos indianos com outras tradições musicais — constroem um concerto onde diferentes culturas e linguagens sonoras se encontram.

Programa

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Ficha Artística

Mathias Duplessy – Guitarra, Voz
Guillaume Latil – Violoncelo
Stéphane Edouard – Percussão

Biografias

MATHIAS DUPLESSY
Músico autodidata, Mathias compõe na sua guitarra desde os 6 anos de idade. Ainda muito jovem, apaixonou-se pela música clássica e, em particular, por Maurice Ravel, a sua fonte inesgotável de inspiração. Seguiu-se a descoberta do jazz — Miles Davis, John Coltrane — que ecoavam no seu Walkman a caminho da escola.
Aos 18 anos, deixa o ninho familiar e começa rapidamente a acompanhar em palco grandes nomes da world music parisiense. Passa temporadas regulares em Granada, onde é iniciado no flamenco junto das comunidades ciganas. Aí desenvolve e inventa técnicas específicas para a mão direita, que utiliza tanto em palco como nas suas composições.
Apaixonado por música tradicional, aprende a tocar instrumentos oriundos dos quatro cantos do mundo — morin khuur, igil, rabecas, harpa de boca, berimbau, flautas e todo o tipo de percussões, saz, oud, banjo — que povoam o seu estúdio de gravação e alimentam as suas orquestrações. Mathias gosta de desviar, misturar e reinventar o universo artístico destes instrumentos, afastando-os dos seus contextos de origem, sobrepondo-lhes a sua voz voluptuosa ou técnicas de canto gutural.

STÉPHANE EDOUARD
Com raízes familiares no Sul da Índia, Stéphane Edouard nasceu em França numa família onde a música é uma arte partilhada. Os êxitos de Bollywood dos anos 70-80 embalaram a sua infância, assim como a música carnática e hindustânica, que lhe transmitiram o conhecimento do “tal” (ritmos indianos). A música indiana é a sua principal fonte de inspiração quando Stéphane Edouard começa a tocar percussão aos 7 anos de idade. Desde então, revelou uma grande aptidão para a improvisação e uma naturalidade rítmica que o levaram a trabalhar com artistas dos mais diversos universos.
Na adolescência, descobriu o rock e o jazz e, através destes géneros, a bateria, que começou a praticar aos 12 anos. Músico autodidata, assimilou uma grande variedade de linguagens musicais com as quais se cruzou: música indiana, jazz, música cubana e música africana… Muito rapidamente, o seu desejo de encontrar a própria voz levou-o a criar os seus conjuntos pessoais de percussão. Desenvolveu um estilo e uma paisagem sonora únicos, marcados pela sua versatilidade musical e por um sentido de groove invulgar, que permitem ao público reconhecer a sua assinatura sonora distinta desde os primeiros toques.
A sua forma de tocar, enérgica e expressiva, aliada à sua natureza cosmopolita e eclética, conduziu-o a uma carreira internacional ao lado de grandes nomes da música. Stéphane Edouard colaborou com artistas como: Daby Touré, Sixun, Michel Jonasz, Maurane, Nguyên Lê, Franck McComb, Karim Ziad, Electro Deluxe, Dhafer Youssef, Bojan Z, Julia Sarr, Pierre de Bethmann, Alfio Origlio, Eric Legnini, Christophe Wallemme, Magic Malik, Vincent Peirani, David Linx, Ibrahim Maalouf, Andy Narell, Gene Lake, Aldo Romano, Antoine Hervé, Louis e François Moutin…

GUILLAUME LATIL
Guillaume Latil é um violoncelista, improvisador, compositor e arranjador musical francês. Explora uma linguagem musical pessoal, alimentada pelo jazz, pelas músicas tradicionais e pela música clássica, desenvolvendo uma abordagem singular ao violoncelo — expressiva, aberta e profundamente inventiva.
O seu primeiro álbum a solo, Hémisphères (setembro de 2025), gravado em duo com o músico brasileiro Matheus Donato, foi amplamente aclamado pela imprensa (Télérama 4T, Le Monde, TSF Jazz, RFI, Jazz News, France Musique…).
Pode ser ouvido em palco e em gravações ao lado de artistas como Paquito D’Rivera (Concerto for Cello and Clarinet, 2024), Matthieu Chedid (Rosy, 2022), Youn Sun Nah (2023), André Manoukian (Anouch, 2022; Apatride, 2017; La Sultane, 2026), Sophie Alour (Le Temps Virtuose, 2023), Lou Tavano, Thierry Eliez, Édouard Ferlet e o saudoso Didier Lockwood, com quem estudou no CMDL.
Muito ativo no cinema e na televisão, interpreta as partes de violoncelo solo em Le Comte de Monte-Cristo, Le Consentement e Diamant Brut — todos apresentados no Cannes Film Festival em 2023 e 2024 — bem como em Les Trois Mousquetaires, na série Cimetière Indien (Canal+), Germinal (France Télévisions), Nero (Netflix), entre muitos outros.
Membro do Cuareim Quartet (A Jazz Story, 2024), apresenta-se internacionalmente desde 2013.
Enquanto compositor para imagem e pedagogo apaixonado, é regularmente convidado para orientar masterclasses no Berklee College of Music (2022, 2023, 2024), no CMDL e em diversos conservatórios e universidades.
O trabalho de Guillaume Latil procura constantemente fazer do violoncelo um ponto de encontro entre linguagens musicais — um instrumento de exploração e de ligação emocional.

O concerto