Orquestra XXI e Dinis Sousa: A Reforma de Mendelssohn

2 Abril, 2026 às 21h00 (quinta-feira)
na Escola Secundária Emídio Navarro


Entrada: 6€ • Adquirir bilhete
Maiores de 3 anos. Bilhete obrigatório.​

A Orquestra XXI apresenta um programa centrado na relação entre Felix Mendelssohn e o legado de Johann Sebastian Bach, cuja música o compositor romântico ajudou decisivamente a redescobrir no século XIX. O concerto abre com “Mar calmo e viagem próspera”, obra inspirada em poemas de Goethe que descrevem a passagem da quietude de um mar sem vento para o movimento libertador da navegação, numa escrita orquestral luminosa e evocativa.

Na segunda parte, a Sinfonia n.º 5 “A Reforma” revela o lado mais simbólico de Mendelssohn, integrando no discurso sinfónico o célebre coral luterano “Ein feste Burg ist unser Gott”. A direção musical e a parte solista estão a cargo de Dinis Sousa, fundador e diretor artístico da Orquestra XXI, conjunto que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro e que se tem afirmado como um dos projetos orquestrais mais singulares do panorama musical português.

Programa

FELIX MENDELSSOHN (1809–1847)
Mar calmo e viagem próspera, Op. 27

JOHANN SEBASTIAN BACH (1685–1750)
Concerto para piano e orquestra em Ré menor, BWV 1052

FELIX MENDELSSOHN (1809–1847)
Sinfonia n.º 5 em Ré maior, Op. 107 “A Reforma”

Ficha Artística

Orquestra XXI
Dinis Sousa – Piano e Direção musical

Biografias

ORQUESTRA XXI
A Orquestra XXI é uma iniciativa cultural inovadora, que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro. Tem o duplo objetivo de manter uma forte ligação entre estes músicos e o seu país de origem e de levar momentos musicais de excelência a um público diversificado.

Dirigida desde a sua criação pelo maestro Dinis Sousa, a Orquestra XXI é hoje reconhecida como uma das comunidades culturais mais inspiradoras de Portugal. Na Orquestra XXI, há um país que se dá a conhecer através do talento e da sensibilidade artística. Um país que se faz ouvir pelo mundo e que na orquestra se encontra para recordar de onde vem.

Aclamada pela crítica nacional e internacional, a Orquestra XXI reúne músicos de diferentes gerações, muitos dos quais membros de orquestras prestigiadas como a Sinfónica de Londres, a Filarmónica de Munique ou a Orquestra de Paris. A sua programação reflete a ambição e diversidade dos seus músicos, abordando com igual intensidade e rigor estilístico obras tão contrastantes como a Paixão Segundo São João de Bach, a 5.ª Sinfonia de Mahler ou Radio Rewrite de Steve Reich.

Esta é uma orquestra composta por um corpo de músicos flexível e em constante evolução, que desenvolvem uma grande cumplicidade, resultando numa energia única, um som vibrante e afetivo. Música que nasce da felicidade do reencontro.

DINIS SOUSA
Dinis Sousa é maestro titular da Royal Northern Sinfonia desde 2021. Com a RNS, tem dirigido projetos de grande escala, como o ciclo das Sinfonias de Schumann, estreias de compositores de destaque como Cassandra Miller e colaborações com solistas como Vikingur Ólaffson, Sarah Connolly, Steven Isserlis ou Elizabeth Leonskaja. Em 2023, recebeu o Critics’ Circle Young Talent Award do Reino Unido. É fundador e diretor artístico da Orquestra XXI.

Na temporada de 2023/24, fez a sua estreia no Carnegie Hall à frente do Monteverdi Choir e dos English Baroque Soloists, em dois programas com música de Bach e Händel, integrados numa digressão pela América do Norte. stas apresentações seguiram-se à ópera Les Troyens de Berlioz, que Dinis Sousa dirigiu nos festivais de Salzburg, Berlim e nos BBC Proms. «Sousa foi eletrizante em momentos de grandiosidade, drama e intensidade emocional» — The Guardian. Ainda com o Monteverdi Choir e a Orchestre Révolutionnaire et Romantique, dirigiu a integral das Sinfonias de Beethoven e a Missa em Dó maior, numa digressão que foi amplamente elogiada pela crítica internacional, com apresentações em Londres e Paris.

Durante a presente temporada, Dinis Sousa estreia-se com a BBC Symphony Orchestra, Orquestra Sinfónica de Quebec, Filarmónica de Bergen, City of Birmingham Symphony Orchestra e Orquestra Real da Dinamarca, entre outras. Recentemente, tem trabalhado com orquestras como a Royal Concertgebouw Orchestra, Philharmonia Orchestra, Swedish Radio Symphony Orchestra ou a Royal Liverpool Philharmonic. No domínio da ópera, dirigiu O Barbeiro de Sevilha (Nevill Holt Opera), Pelléas et Mélisande (Orquestra XXI) e Così fan tutte (Ópera de Graz e English National Opera).

No dia 10 de junho de 2015, foi condecorado pelo Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva, com o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.