Orquestra XXI

19 Dezembro, 2020 pelas 19h00 (sábado)
no Pavilhão Multiusos

Concerto live streaming em: www.musicadaprimavera.pt // Youtube // Facebook

Programa

GIUSEPPE TORELLI (1658-1709)
“Pastorale per el santisimo Natale”, Concerto Grosso Op. 8, nº 6

J. S. BACH (1685-1750)
“Selig ist der Mann”, BWV 57

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL (1685-1759)
Concerto Grosso Op. 6, n.o 9

J. S. BACH (1685-1750)
“Süßer Trost, mein Jesus kömmt”, BWV 151

Ficha Artística

Orquestra XXI
Ana Quintans – Soprano
Cátia Moreso – Contralto
(A anunciar) – Tenor
Hugo Oliveira – Baixo
Dinis Sousa – Direção musical

A Orquestra XXI nasceu em 2013, fruto da vontade de reunir o crescente número de músicos portugueses residentes no estrangeiro, para que pudessem partilhar com o seu país de origem as suas experiências e o seu trabalho. Desde então, a Orquestra XXI tem-se apresentado de Norte a Sul do país sempre com o objetivo de levar concertos a um público o mais diversificado possível, tanto nas grandes cidades como em locais com atividade cultural menos regular, sob a direção do seu maestro fundador Dinis Sousa.
Tendo-se afirmado rapidamente como um dos mais destacados projetos na atualidade musical portuguesa, a Orquestra XXI conquistou imediatamente o público português e a crítica especializada, apresentando-se regularmente nas mais prestigiadas salas nacionais, como a Casa da Música, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Centro Cultural de Belém.
Contando desde 2016 com a participação de cantores, com a criação do Coro XXI, a programação da Orquestra XXI espelha a flexibilidade dos seus músicos, estendendo-se desde obras como a Paixão Segundo S. João, de Bach, até à estreia de obras de compositores portugueses, passando pelo inquestionável repertório sinfónico de compositores como Beethoven, Brahms ou Tchaikovsky. A orquestra trabalhou com solistas como o pianista Artur Pizarro, o tenor James Gilchrist ou o violetista Jano Lisboa e, recentemente, contou com a colaboração do Coro Gulbenkian na apresentação da oratória de Schumann “Das Paradies und die Peri” para o encerramento dos Dias da Música em Belém.
Aproximando-se da mais nova geração de jovens músicos, a Orquestra XXI organiza anualmente um estágio de orquestra, em que alunos do ensino vocacional de todo o país trabalham, enquanto colegas de estante, com os músicos da Orquestra XXI, numa singular troca de experiências.
Tendo sido distinguida com o 1º Prémio no concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Cotec Portugal, bem como com o Alto Patrocínio da Presidência da República, a Orquestra XXI reuniu já cerca de duas centenas de músicos portugueses residentes no estrangeiro, criando assim uma plataforma que tem incentivado a ligação destes músicos a Portugal.

Biografias

DINIS SOUSA
Dinis Sousa vive atualmente em Londres e é fundador e diretor artístico da Orquestra XXI – projeto vencedor do prémio FAZ-IOP 2013, que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro, com a qual se apresenta regularmente em Portugal. A orquestra tem aparecido nas temporadas da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música e Centro Cultural de Belém, recolhendo grandes elogios da crítica especializada.
Nas últimas temporadas, Dinis Sousa tem dirigido orquestras como a Southbank Sinfonia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Aurora Orchestra e Orquestra Sinfónica de Londres, que recentemente o convidou para substituir o maestro Daniel Harding em ensaio. Com a Orquestra XXI, fez a abertura da Temporada Gulbenkian Música e aparece regularmente no festival “Dias da Música em Belém”, em concertos filmados para a RTP.
Dinis Sousa tem trabalhado com Sir John Eliot Gardiner e os seus agrupamentos – os English Baroque Soloists, Orchestre Révolutionnaire et Romantique e o Monteverdi Choir – tendo sido recentemente nomeado o primeiro Maestro Assistente da história destes grupos. Trabalhou também com Gardiner em orquestras como a Sinfónica de Londres, Filarmónica de Berlim e a Tonhalle de Zurique. Esta temporada dirigiu os English Baroque Soloists em dois programas inteiramente preenchidos com obras de Bach no Festival Internacional de Música de Cartagena.
Dinis estudou na Guildhall School of Music and Drama, onde exerceu a Fellowship em Direção de Orquestra. Durante esse período, dirigiu vários agrupamentos, tendo preparado a Guildhall Symphony Orchestra para o maestro Bernard Haitink, dirigido a Paixão Segundo S. João, de Bach, no Milton Court Concert Hall e uma encenação de “Down by the Greenwood Side” de Birtwistle no Silk Street Theatre. Na mesma escola, concluiu a licenciatura e mestrado com distinção, estudando direção de orquestra com Sian Edwards e Timothy Redmond e piano com Philip Jenkins e Martin Roscoe. Paralelamente, trabalhou em masterclasses com professores como Yekaterina Lebedeva, Sequeira Costa, Angela Hewitt, Ralf Gothóni, Richard Egarr, Jean-Sébastien Béreau, entre outros.
A 10 de Junho de 2015, foi condecorado pelo Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva, com o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.

ANA QUINTANS
Ana Quintans estudou canto na Escola de Música do Conservatório Nacional e no Flanders Operastudio. Especialmente dedicada ao repertório barroco, trabalhou com maestros como William Christie, Marc Minkowski, Michel Corboz, Vincent Dumestre, Marcos Magalhães, Enrico Onofri, Leonardo García Alarcón e Ivor Bolton. Gravou o Requiem de Fauré com a Sinfonia Varsóvia, Judicium Salomonis com o Les Arts Florissants, Sementes do Fado e La Spinalba com os Músicos do Tejo e um álbum a solo com árias de Albinoni. Em DVD, gravou Drusilla em L’incoronazione di Poppea, Dido and Aeneas e David et Jonathas de Charpentier. Colaborou com encenadores como Deborah Warner, Pier Luigi Pizzi, Graham Vick e Jonathan Kent e em teatros e festivais como Opéra de Lyon, Wiener Festwochen, Centro Cultural de Belém, Flanders Opera, Dutch National Opera, Fundação Calouste Gulbenkian, Salle Pleyel e Cité de la Musique, Festival d’Aix-en-Provence, Glyndebourne e Salzburgo. No Teatro Nacional de São Carlos, apresentou-se como Ília em Idomeneo, de Mozart, e no papel principal de Alceste, de Gluck. Os seus projectos futuros incluem deslocações a França, Espanha, Les Indes Galantes no Festival Beaune e o papel principal em Coronis de Sebastián Durón, bem como concertos na Alemanha com o agrupamento Concerto de’ Cavalieri e uma digressão com a oratória Paixão Segundo São Mateus com o Ensemble Capella Mediterranea, sob a batuta de Leonard García Alarcón.

CÁTIA MORESO
Cátia Moreso estudou no Conservatório Nacional de Lisboa e na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e o grau de Mestre (Curso de Ópera). O seu repertório inclui, entre outros, os seguintes papéis: Preziosilla e Curra em La Forza del Destino (TNSC), Mme Giry em The Phantom of the Opera, La Ciesca em Gianni Schicchi (CCB), Dorabella em Così fan Tutte na Gulbenkian, 3.ª Maid em Elektra de Straus no TNSC, Jocasta em Oedipus Rex, Suzuki em Madame Butterfly e La baronesa em Lidane e Dalmiro (TNSC), Ježibaba e 3.ª Ninfa em Rusalka em Valladolid, Mother Goose em The Rake’s Progress de Stravinsky, Tisbe em La Cenerentola de Rossini, Eva em Comedie on the Bridge, Clotilde em Norma, 2.ª Bruxa e Espírito em Dido e Eneias (TNSC), Maddalena e Giovanna em Rigoletto de Verdi, Eboli em Don Carlo de Verdi e La cieca em La Gioconda de Ponchielli (Valladolid, Espanha), Giano em Il Trionfo d’Amore, Dianora e Elisa em La Spinalba de F. A. de Almeida, Hanna Wilson/Tracy em The Losers de Richard Wargo, 3.ª Dama em A Flauta Mágica (Festival de Wexford), Baronesa em Chérubin de Massenet; Elisa e Dianora em La Spinalba de F. A. de Almeida, Madame de Croissy e cover de Mère Jeanne em Dialogues des Carmélites, Zanetto na ópera homónima de Mascagni (Opera Holland Park), Carmella em La vida breve de Falla (Festival de Tanglewood), Marcellina em Le Nozze di Figaro (Fundação Calouste Gulbenkian), Carmen, Santuzza em Cavalleria Rusticana de Mascagni e Mrs. Quickly em Falstaff (Woodhouse, Londres), Tulipa em O Rapaz de Bronze de Nuno Côrte-Real, Mother em The Monster in the Maze de Johnathan Dove, Severa na Ópera do Malandro de Nuno Côrte-Real, Lucia em La Gaza ladra de Rossini (TNSC), Emilia em Otello nos Dias da Música 2019, Clori em A ninfa do Tejo de A. Scarlatti. Em concerto foi solista em The Child ir our Times de Tippett, L’enfance du Christ de Berlioz, Misa Tango de Palmeri e Bacalov, Missa Solemnis de Beethoven, Elias de Mendelssohn, Paixão Segundo São João de Bach, Amor Brujo de Falla, Te Deum de Marcos Portugal, Messias e Te Deum de Händel, Te Deum de Zelenka (Fundação Calouste Gulbenkian), 9.ª Sinfonia de Beethoven, Oratória de Ascensão: Lobet Gott in seinen Reichende de Bach, Requiem de Verdi (Clonter Opera), Duruflé e Mozart, Nelson Mass de Haydn, Gloria e Magnificat de Vivaldi, Stabat Mater e Magnificat de Pergolesi, Magnificat, Christmas Oratorio e Oratória de Páscoa de Bach. Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Mass No. 3 (Gulbenkian e Philipe Herreweghe) e Te Deum de Bruckner, 2nd harlot em Solomon de Händel (Fundação Calouste Gulbenkian), St. Paul de Mendelssohn, Requiem de Bomtempo. No domínio da música contemporânea, cantou as Folksongs de L. Berio, Mezzo em Lady Sarashina de Peter Eötvos, Aventures de G. Ligeti e foi solista na estreia de Cicero Dixit de C. Bochmann. A sua discografia inclui interpretações de Dianora em La Spinalba e Gianno em Trionfo D´Amore de Francisco de Almeida, e as Canções Húngaras, entre outras obras de Fernando Lopes-Graça, com o pianista Nuno Vieira de Almeida, todas pela Naxos.

DINIS SOUSA
Nascido em Lisboa, Hugo Oliveira especializou-se em repertório dos séculos XVII a XIX, tendo cantado com Ton Koopman, Frans Brüggen, Paul McCreesh, René Jacobs, Jordi Saval, Giuliano Carella, François-Xavier Roth, Wayne Marshall e Jaap van Zweden. Esteve inserido em diversas produções com ensembles e orquestras, incluindo Akademie für Alte Musik Berlin, Orchestra of the Eighteenth Century, Hespèrion XXI, Ricercar Consort, London Symphony Orchestra, Concertgebouw Orchestra, Al Ayre Español, Nederlands Bach Society, Collegium 1704, L’Arpeggiata, Ludovice Ensemble, Orquestra Gulbenkian e Orchestra Sinfónica Portuguesa. Destacam-se as apresentações na prestigiada NPS series no Concertgebouw Amsterdam, Festival de Aix-en-Provence, Festival de Ambronay, Staatsoper Berlin, Vienna Konzerthaus, Opera Real de Versailles, Prague Rudolfinum, London Barbican Center, Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional de São Carlos. Hugo Oliveira participou ainda em várias gravações, designadamente “French Bass Cantatas” com o Ludovice Ensemble (Miguel Jalôto), Brockes Passion de Reinhard Keiser com Les Muffatti (Peter van Heyghen), a ópera Un Retour de Oscar Strasnoy, “Mozart Vesperae Solenne de Confessore & Bach BWV 61” com a Düsseldorf Symphoniker (Toralf Hildebrandt), “Pegaso” com música de T. Merula e o ensemble La Galania e “Mediterráneo” com a Cappella Mediterranea, sob a direção de Leonardo García Alarcón.

O concerto