Duo Sigma

24 Abril, 2019 pelas 21h00 (quarta)
no Teatro Viriato


Entrada: 5€ ou 2.5€ para público afeto ao Conservatório

Programa

I Parte
JOSÉ CARLOS SOUSA
Sulam Yaakov (2019)*

ISABEL SOVERAL
Fragmentos (2019)*
(versão com violoncelo)

JOÃO QUINTEIRO
Dois Rios (2019)*

II Parte

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
Singularity (2019)*
Mosaic (2010)**
Enigma (2018)

* Encomenda do FIMPV e Estreia Mundial
** Encomenda do Conservatório para celebrar os 25 Anos do Conservatório de Música de Viseu Dr. José de Azeredo Perdigão.

Ficha Artística

Ana Cláudia Assis – Piano
Miguel Rocha – Violoncelo

4 Novas Obras de Compositores Portugueses – Notas do programa

JOSÉ CARLOS SOUSA
“Sulam Yaakov” – Violoncelo e Piano

“A Escada de Jacó (em hebraico: Sulam Yaakov סולם יעקב) refere-se à escada mencionada na Bíblia (Gênesis 28,11-19), que caracteriza a forma utilizada pelos anjos para subir e descer do céu. Foi imaginada pelo patriarca Jacó num dos seus sonhos, depois de ter fugido da confrontação com o seu irmão Esaú. Jacob teve uma visão durante o sono, de uma escada, cujos pés repousavam sobre a terra, e cujo topo chegava aos céus. Os Anjos subiam e desciam continuamente através dela prometendo-lhe a bênção de uma numerosa e feliz posteridade…”
Nesta obra o violoncelo representa Jacó e o piano a escada e os anjos que ligam a terra ao céu. Do ponto de vista musical, o violoncelo desenvolve materiais de caracter contemplativo, mas também explora diálogos com os anjos ou como se subisse a própria escada até ao céu, materiais desenvolvidos pelo piano.
Esta obra resulta de uma encomenda do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, desafiando os compositores a compor uma peça para Violoncelo e Piano.”
– José Carlos Sousa

ISABEL SOVERAL
“Fragmentos” – Violoncelo

Nota não disponível.

JOÃO QUINTEIRO
“Dois rios”

“O corpo dividido em duas partes
fechadas
à chave uma na outra, avanço
num duplo coração como se fosse
ao mesmo tempo num só barco por dois rios.”

– Luís Miguel Nava.

dois rios toma como fonte de inspiração o texto homónimo do escritor Luis Miguel Nava, dando continuidade à ideia de um conjunto de obras para duos com piano preparado, baseados em textos deste escritor, que iniciei em 2014 com A Sombra, para Piano preparado e Flauta transversal.
No primeiro plano da poética de Luis Miguel Nava encontra-se a multiplicidade do corpo e a evidência do plano de tensões, conflitos, paradoxos e contradições que a univocidade desta multiplicidade continuamente encerra. Creio ser, principalmente, aqui que se encontra o meu deslumbramento com a poesia de Nava. O corpo tenso, na procura da sua totalidade possível, múltipla – “num duplo coração (…)”, num só barco por dois rios” – de cuja chave de um se encerra no outro – do outro ou dos outros que habitam o outro e do outro ou dos outros que habitam em mim.
A obra dois rios, para Piano preparado e Violoncelo toma esta ideia de continuidade expansiva do fisicamente sonoro que cada corpo encerra, como forma de gerar uma multiplicidade de materiais que procuram reintegrar o violoncelo e o piano no seu próprio universo de possibilidade composicional já não expandida, mas simplesmente compossível. Dessas multiplicidades individuais, emerge o material sonoro que descobre o piano possível no violoncelo e o violoncelo possível no piano, em suma, fechados chave um no outro.
A obra é dedicada à memória viva do Compositor Emmanuel Nunes, para quem a ideia dessas duas partes fechadas uma na outra era muito querida, e que senti, ao longo desta obra, presente como outro dos meus outros.”
– João Quinteiro

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
“Mosaic” – Piano, Toy piano e Sons eletrónicos

Um mosaico é um painel composto de pequenos fragmentos de pedra, madeira, ou outro material. Cada um desses fragmentos não tem significado por si só, o seu papel é revelado apenas quando observamos a imagem formada, na sua globalidade. E cada fragmento de um mosaico geralmente tem uma cor apenas, sem nuances. Mosaic, para piano, piano de brinquedo e sons electrónicos, usa uma técnica semelhante. A obra é composta por uma sucessão de frases e gestos musicais de dimensões reduzidas, que vão adquirindo significado e formando uma imagem sonora à medida que a obra progride no tempo. Cada uma destas frases ou gestos é uma unidade quase estanque, cujo material não se relaciona necessariamente com a frase anterior ou a que se segue. É a sua sucessão no tempo que vai formar um todo, e a “cor musical” deste todo vai sendo revelada a pouco e pouco. Esta obra foi encomendada pelo Conservatório de Música de Viseu.

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
“Enigma” – Violoncelo e Piano

Enigma foi encomendada pelo Duo Sigma, a quem é dedicada. Na concepção e escrita de uma obra, muitas vezes o compositor depara-se com encruzilhadas, indecisões, momentos de estagnação. Para sair desses momentos onde o processo criativo parece “congelar”, o compositor toma decisões, muitas vezes baseadas em pura intuição, ou até no acaso, sem ter que as justificar através de qualquer explicação lógica ou racional. É este enigma, inerente ao ato de compor que muitas vezes lhe reanima a vida e faz florescer novas ideias. Esta obra, em particular, sofreu esse processo em muitos momentos da sua composição, pelo que o título me pareceu o mais adequado.

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
“Singularity” – Violoncelo e Eletrónica

Uma singularidade (singularity) é um fenómeno que se relaciona com várias áreas do conhecimento. Em cosmologia, a singularidade encontra-se no centro de um buraco negro (resultante de uma estrela que entrou em colapso sobre si mesma), onde a matéria se comprime até ocupar uma região inimaginavelmente pequena, cuja densidade em seu interior resulta infinita. Tudo quanto passa dentro de uma certa proximidade de uma singularidade será inexoravelmente atraído e nunca poderá escapar a essa atração. Esta obra opera com densidades muito pesadas, em que se contrapõe o instrumento, que tenta continuamente (e sem sucesso) escapar do peso e da força que a eletrónica transmite.
Uma singularidade (singularity) é um fenómeno que se relaciona com várias áreas do conhecimento.
Esta obra foi encomendada pelo FIMPViseu e é dedicada a Miguel Rocha.

Biografias dos Intérpretes

ANA CLÁUDIA ASSIS
Ana Cláudia de Assis é professora da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde desenvolve projetos de pesquisa/artísticos sobre a música brasileira contemporânea. Doutora em História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG (em parceria com o IPEAT/Université de Toulouse) e mestre em Práticas Interpretativas pela UNI-RIO, é autora do livro “Os Doze Sons e a Cor Nacional: conciliações estéticas e culturais na produção musical de César Guerra-Peixe (1944-1954)”, lançado em 2015. Realizou, no Centro de Estudos de Sociologia e Estética da Música (Universidade Nova de Lisboa), pós-doutoramento sobre a relação entre o compositor português Fernando Lopes-Graça e a música brasileira. Como intérprete de música contemporânea, realiza concertos no Brasil e no exterior a convite de importantes festivais, dentre os quais Bienais da Música Brasileira, Monaco Electroacoustique (Mônaco), Visiones Sonoras (Mexico), Ai-Maako (Chile), Festival de Outono (Portugal) e Skammdegi AIR Award (Islândia), Ibermusicas (Argentina). Responsável pela estreia de mais de 100 obras para piano solo e/ou em diferentes formações instrumentais (incluindo solista em orquestra), seu repertório inclui obras de grandes compositores como Gyorgy Ligeti, Toru Takemitsu, Jonathan Harvey, Luciano Berio, além dos compositores brasileiros Almeida Prado, Guerra-Peixe, Roberto Victorio e Sílvio Ferraz. Gravou diversos CD’s dentre os quais destacam-se: “A Música Dodecafônica de César Guerra-Peixe para piano” (2007); “Sonoridades: peças contemporâneas para piano” (2016); “Vertentes: música brasileira para piano” (2017). Atualmente realiza, junto ao CESEM-Universidade Nova de Lisboa, pós-doutoramento sobre a obra para piano de Jorge Peixinho.

MIGUEL ROCHA
Iniciou os seus estudos no Conservatório do Porto com Isabel Delerue. Em 1983, prossegue a sua formação com M. Strauss (Paris), Vectomov (Praga), Iankovic (Maastricht), Aldulescu, Pergamenchikov (Basileia), Fallot (Lausanne). Obteve vários diplomas com a máxima classificação, entre os quais o 1.º Prémio de Virtuosidade do Conservatório Superior de Lausanne e o 1.º Prémio do Concurso Internacional de Música UFAM. Foi bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian de 1983-85, para estudar em Paris e na Academia Superior de Praga. Prosseguiu o seu aperfeiçoamento no Conservatório de Maastricht e na Academia Superior de Basileia, como bolseiro da SEC. Participou em estágios de Pedagogia na Manhatan University com Burton Kaplan e igualmente em cursos de interpretação com Paul Tortelier, C. Henkel, Janos Starker, P. Muller, M. Tchaikovskaia. Tem realizado concertos em França, Suíça, Alemanha, Itália, Espanha, México, Brasil e EUA. Foi violoncelista solo na “Sinfonieta de Lausanne” de 1996 a 1999. Lecionou durante 10 anos em várias escolas em França, nomeadamente no Conservatoire National de Belfort, Grenoble, Annecy e na Suiça, em Lausanne, de 1997 a 2000. Em 2001, regressou a Portugal, onde desenvolve intensa atividade como solista e músico de câmara, assim como pedagogo, na Escola Superior de Castelo Branco – ESART. Tocou em várias formações com Ana Bela Chaves, António Rosado, Luíz Moura Castro, Daniel Rowland, Miguel Borges Coelho, Aníbal Lima, Filipe Pinto Ribeiro, etc. Como membro do Duo Contracello gravou três CD’s. Com o Trio Athena, gravou um CD em França, com os trios de Debussy e Beethoven. No violoncelo barroco, com o Avondano Ensemble, participou na edição e gravação de repertório inédito do séc. XVIII português – As quatro sonatas e dois duos de João Baptista André Avondano (com o violoncelo Stradivarius “King of Portugal”) e na gravação de um segundo CD, com Os Trios Sonata de Pedro António Avondano (com o violoncelo Galrão, do Sec. XVIII). Atualmente é Violoncelo Solo da Orquestra Filarmónica Portuguesa.

Biografias dos compositores

JOSÉ CARLOS SOUSA
José Carlos Almeida de Sousa nasceu em Viseu – Portugal, em 1972. Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão, na sua cidade natal onde concluiu o curso geral de composição em 1995.
Em 1996 prossegue os seus estudos na Universidade de Aveiro, onde concluiu a sua Licenciatura em Composição, no ano de 2000.
Estudou composição e música eletrónica com Evgueni Zoudilkin, João Pedro Oliveira e Isabel Soveral. Frequentou ainda vários seminários de composição e música eletrónica orientados pelos compositores; Jorge Antunes, Alain Sève, Tomás Henriques, Flo Menezes, François Bayle e Emmanuel Nunes.
Em Junho de 2005 concluiu, na Universidade de Aveiro, um mestrado em música com especialização em composição, subordinado ao tema “O Timbre e suas Metamorfoses no Processo Composicional da Música Electroacústica”.
Já lecionou na Universidade de Aveiro e no Instituto Piaget em Viseu.
Foi, conjuntamente com Paula Sobral, organizador e diretor artístico do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe, até a sua 15.ª edição.
Desde 2008 que organiza e é o Diretor Artístico do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
Em 1995 ganhou o primeiro prémio do 1.º concurso de composição do conservatório onde estudou, com a obra infantil para piano, “Almofada”.
No Concurso de Composição Eletroacústica “Música Viva 2000”, foi agraciado com uma Menção Honrosa. Em Abril de 2001 foi premiado com a sua obra “Viagem” no referido concurso, integrado na Porto 2001 Capital Europeia da Cultura.
As suas últimas obras, resultam da encomenda de várias instituições nacionais e internacionais e a sua música tem sido tocada em várias cidades portuguesas e em vários festivais de música: Festival Música Viva (Portugal), Primavera en La Habana (Cuba), Aveiro Síntese (Portugal), “33e Festival International des Musiques et Créations Electroniques” (Bourges – França), Concurso e Festival Internacional de Guitarra (Sernancelhe – Portugal), 14th World Saxophone Congress (Eslovénia), “Guitarmania” – Festival Internacional de Guitarra Clássica (Almada – Portugal), Festival de Guitarra de Palência (Espanha), Festival Dias de Música Eletroacústica (Seia – Portugal), “Síntese” – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda (Portugal), Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso (Portugal), Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu (Portugal), 8e Festival International Guitar´Essonne – (Paris – França), Dias de Música Eletroacústica no Santa Cruz Air Race (Portugal), VIII Festival de la Guitarra de Sevilla (Espanha), Tempo Reale Festival 2018 Florença (Itália).
Atualmente é professor de composição no Conservatório de Música de Viseu, exercendo também o cargo de Diretor Pedagógico do Conservatório desde 2004.

ISABEL SOVERAL
Isabel Soveral nasceu no Porto, Portugal. Estudou no Conservatório Nacional, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, com os compositores Jorge Peixinho e Joly Braga Santos. Em 1988 ingressou na Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook, onde estudou sobre a orientação dos compositores Daria Semegen e Bulent Arel. Foi bolseira das Fundações Calouste Gulbenkian, Luso Americana e Fulbright para os programas de mestrado e doutoramento em composição nessa universidade.
Tem partituras publicadas pelas editoras Musicoteca, Fermata e Cecilia Honegger. Tem vários obras em CD pelas editoras: Portugalsom e Strauss, EMI Classics, Nova Música, Capella, Deux-Elles, Numérica e IPCB.
É professora no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e membro do INET-MD como coordenadora do grupo de Composição Teoria e Tecnologia da Música (CTTM). Desde 2014 que é diretora do CIME (Centro de Investigação em Música Electroacústica da UA), tendo criado a plataforma EAW (Electroacoustic Winds). Desde 2008 que é membro da Conselho Científico do Centro de Investigação em Música Portuguesa (CIMP).
A sua música tem sido apresentada em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Hungria, Áustria, Suíça, Suécia, Bulgária, Polónia, Hong Kong, Macau, Argentina, Brasil, Cuba e Estados Unidos.

Do seu catálogo destacam-se:
“Contornos” (1987), premiada no Concurso “Exposisom” JMP e “The 1998 ISCM-ACL World Music Days”, Hong Kong; “…Un soir j’ai assis la Beauté sur mes genoux – Et je l’ai trouvée amère” (1998), para grupo de câmara, encomenda Culturgest; “Inscriptions sur une Peinture” (1998), para orquestra de câmara, encomenda Teatro Nacional S. Carlos.
Ciclo Anamorphoses (1993-2018): “Anamorphoses III” (1995), para violino e electrónica; “Anamorphoses VII” (2002), para orquestra de câmara, encomenda Casa da Música; Anamorphoses VIII (2014), encomenda DGartes – “DuoContracello; “Anamorphoses IX” (2018) para violoncelo e orquestra, encomenda Casa da Música.
Ciclo Mémoires d’Automne (1999-2003): “Image I”, para marimba solo.
Ciclo Le Navigateur du Soleil Incandescent (2005-2014): “première lettre” (2005), viola de arco e piano, encomenda Festival da Póvoa do Varzim; “deuxième lettre” (2006), contra-tenor, coro e orquestra, encomenda F. C. Gulbenkian; Paradeisoi (2007), orquestra, encomenda F. C. Gulbenkian; “quatrième lettre” (2010), grupo de Câmara, encomenda Miso Music.
Ciclo Shakespeare (2007-2014): “Since Brass nor stone…” (2007), soprano e electrónica; “Kingdon of the Shore” (2012), voz, vídeo e electrónica. Encomenda Festivais de Outono.
Ciclo Quatro Elementos (2014-15): “O Dragão Watatsumi” (2015), seis percussionistas, encomenda DGartes – grupo Drumming.

JOÃO QUINTEIRO
João Quinteiro inicia os seus estudos musicais em Viseu, onde estuda guitarra clássica com Paula Sobral e Composição com José Carlos Sousa. Entre 2004 e 2009 realiza a Licenciatura em Composição na Universidade de Aveiro, onde estuda com o compositor João Pedro Oliveira, com o compositor Evgueni Zouldikine e com a compositora Isabel Soveral. Entre 2006 e 2010 estudou, igualmente, com o compositor Emmanuel Nunes e realizou cursos e seminários com os compositores Brian Ferneyhough, Staffan Mossenmark, Flô Menezes e Helmut Lachenmann. Entre 2010 e 2013 realiza, simultaneamente, um Mestrado em Filosofia com especialização em Estética na Universidade Nova de Lisboa, sob a orientação de João Constâncio e de Paulo Pereira de Assis e um Mestrado em Composição na Universidade de Aveiro, sob a orientação de Helena Santana focando a sua investigação sobre a música de Helmut Lachenmann. Encontra-se, desde 2016 a realizar o Doutoramento em Estudos Artísticos – Arte e Mediação, como Investigador Integrado do CESEM e bolseiro da FCT, em parceria com a Fondazione Archivio Luigi Nono em Veneza e com a Kunst univerisität em Graz, sob a orientação de Paula Gomes Ribeiro, Paulo Pereira de Assis e do compositor Beat Furrer, com quem se encontra atualmente a trabalhar na Kunst universität em Graz.
Desde 2013 participou em diversos projetos e colóquios como conferencista e na orientação de sessões sobre música contemporânea.
Desde 2014 é responsável pelas disciplinas de Análise e Técnicas de Composição e Acústica na Ourearte-Escola de Música e Artes de Ourém.
Desde 2017 encontra-se na Direção da Associação Portuguesa de Compositores.
Desde 2007 as suas obras têm sido apresentadas e encomendadas por formações como a Orquestra Gulbenkian, o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, o OpuSpiritum Ensemble e o Lisbon Ensemble 20/21.
Em 2015 a obra “Thánatos” recebeu o 1.º Prémio no II Concurso Internacional de Composição GMCL/Jorge Peixinho e em 2017 a obra “Hermes, nove da noite” foi objeto do Mestrado em Performance do saxofonista André Correia.
Encontra-se atualmente a trabalhar na criação da ópera “Regresso”.

JOÃO PEDRO OLIVEIRA
João Pedro Oliveira (n. 1959) estudou órgão, composição e arquitectura em Lisboa. Doutorou-se em Música (Composição) na Universidade de New York em Stony Brook.
 As suas obras incluem uma ópera de câmara, um Requiem, várias obras orquestrais, três quartetos de cordas, música de câmara, música para instrumento solo, música electroacústica e vídeo experimental. Recebeu mais de 50 prémios internacionais pelas suas obras, incluindo três prêmios no Concurso de Música Electroacústica de Bourges, bem como o prestigiado Magisterium no mesmo concurso, o Prémio Giga-Hertz, o 1º Prémio no concurso de música electroacústica Metamorphoses, o 1º Prémio na Yamaha-Visiones Sonoras Competition, duas vezes o 1º Prémio na Musica Nova Competition, etc.. É Professor Titular na Universidade Federal de Minas Gerais e Professor Catedrático na Universidade de Aveiro. Tem igualmente publicado diversos artigos em revistas nacionais e internacionais, e escreveu um livro sobre teoria analítica da música do século XX.