André Gaio Pereira

03 Dezembro, 2020 pelas 21h30 (quinta)
no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu

Concerto live streaming em: www.musicadaprimavera.pt // Youtube // Facebook

Programa

CARLOS PAREDES (1925-2004)
Dança dos Camponeses
Canto do Rio

J. S. BACH (1685-1750)
Partita n.º 3 em mi maior, BWV1001

CARLOS PAREDES (1925-2004)
Divertimento

Ficha Artística

André Gaio Pereira – Violino

Revisitando a música de Carlos Paredes e conferindo-lhe uma nova perspectiva, dinâmica mas sempre leal, o jovem violinista André Gaio Pereira, nomeado Jovem Músico do Ano 2017, arranjou clássicos da guitarra portuguesa para violino solo. O resultado culminou em miniaturas de extremo virtuosismo e fantasia, onde ficam evidentes as semelhanças da natureza desta música com a de J. S. Bach. Não será acaso, certamente. Carlos Paredes estudou violino e foi um amante e admirador da música erudita, tendo sido fortemente influenciado por uma educação musical clássica.

ANDRÉ GAIO PEREIRA
Nascido em Braga em 1994, André Gaio Pereira iniciou os estudos de violino aos 7 anos no Conservatório de Música Metropolitano de Lisboa. Quando em Portugal, estudou com a professora Inês Saraiva e o professor Aníbal Lima, tendo, em 2012, ingressado na classe do professor Remus Azoitei na Royal Academy of Music, em Londres.
Quatro anos depois licenciou-se com a distinção de melhor aluno do curso. Em 2017, André obteve o 1.º Prémio no concurso Prémio Jovens Músicos, juntamente com o Prémio Maestro Silva Pereira — Jovem Músico do Ano, resultado que tinha também atingido na edição de 2010, no nível médio. Obteve também o 2.º prémio e o Prémio Bach no Concurso Vasco Barbosa em 2016 e foi semifinalista no concurso internacional Johannes Brahms em 2015. Ao longo da sua carreira apresentou-se como solista com as orquestras Gulbenkian, Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Clássica do Sul, Cascais e Oeiras e Sinfonietta de Ponta Delgada, tendo colaborado com maestros como Christoph Poppen, Jean-Sebastien Béreau, Nuno Coelho e Pedro Amaral, entre outros. Interessado por diferentes opiniões, participou em masterclasses com os professores Igor Oistrakh, Maxim Vengerov, Pavel Vernikov, Gyorgy Pauk e Zakhar Bron.
No âmbito da música de câmara, André já se apresentou no Wigmore Hall e no Cadogan Hall em parceria com o Quarteto Doric e o Nash Ensemble, e integrou os festivais Harmos, Mendelssohn on Mull e o Festival Internacional de Música de Marvão. Com o Quarteto Tejo, do qual é membro fundador e 1.º violino, foi vencedor da edição 2019 do Prémio Jovens Músicos — Música de Câmara.
Como músico de orquestra colabora com a London Symphony Orchestra e a English Chamber Orchestra, foi concertino da Academy Symphony Orchestra sob a regência de maestros como Semyon Bychkov, Sir Mark Elder e Edward Gardner, e ainda da orquestra do Pacific Music Festival, onde trabalhou com Valery Gergiev. Atualmente, é convidado para integrar a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música como Concertino Assistente e também o Remix Ensemble.
Dedica-se também a novos projetos musicais e artísticos, incluindo os seus arranjos da música de Carlos Paredes para violino solo, estreados na edição de 2019 do Festival de Música de Setúbal.

O concerto