Quarteto Contratempus

24 Abril, 2018 pelas 21h00 (terça)
no Teatro Viriato


Entrada: 5€ ou 2.5€ para público afeto ao Conservatório

Ficha Artística

Texto Original – Mário João Alves
Composição – Jorge Prendas
Encenação – António Durães
Interpretação – Teresa Nunes (Soprano), Ana Santos (Mezzo-soprano), Crispim Luz (Clarinete), Susana Lima (Violoncelo) e Brenda Vidal Hermida (Piano)
Apoio ao Movimento – Cláudia Marisa
Espaço Cénico – Marta Figueroa
Figurinos – Sofia Silva
Modelação e Corte – Sofia Silva e Cláudia Ribeiro
Costureira – Marlene Rodrigues
Desenho de Luz – Mariana Figueroa
Desenho de Som – Pedro Lima
Multimédia / Vídeo / Tecnologia Wearable – Hugo Edgar Mesquita
Produção – Carlos Pinto
Divulgação – Sandra Carneiro

Mecenas: Quinta das Marias


“Esta é a história de Jeremias Epicentro, um D. Giovanni moderno e incansável. Mas Jeremias é um enorme sedutor que se apaixona e desapaixona num pequeno espaço entre quatro paredes. É um sedutor solitário.
Os sentidos de Jeremias vivem do mesmo modo o real e o virtual. Na sua hiperactividade emocional, Jeremias Epicentro seduz, por isso, as personagens com que joga, as actrizes dos filmes que vê e, em última análise, as heroínas dos livros que lê. No seu quarto cabe o mundo inteiro, cabem todas as emoções e experiências humanas, as paixões, os enganos, as proezas e desassossegos. Prisioneiro do seu ecrã, Jeremias, como tantos contemporâneos seus, vai perdendo a capacidade de distinguir o real do virtual.
Assim é: cada vez se perdem mais juízos reais por coisas fictícias. No seu quarto, Jeremias empalidece, com o tempo. No mundo virtual há pouco sol.”

Biografias

QUARTETO CONTRATEMPUS
O Quarteto Contratempus é um coletivo de Música de Câmara Contemporânea. Fundado em 2008 pelos músicos Teresa Nunes (Soprano), Crispim Luz (Clarinete), Susana Lima (Violoncelo) e Brenda Vidal Hermida (Piano) no contexto académico da ESMAE ( Porto ).
Desde 2014 este coletivo tem-se dedicado à produção de Óperas de Câmara em língua portuguesa, destacando-se as produções A Querela dos Grilos (2015), Os Dilemas Dietéticos de uma Matrioska do Meio (2016) e As Sete Mulheres de Jeremias Epicentro (2017, coprodução com o Teatro Municipal do Porto).
Desde 2008 o Quarteto tem trabalhado com compositores como Fernando Lapa, Daniel Moreira, João Guilherme Ripper, Jorge Prendas, Fátima Fonte, Nuno Cortê-Real, Sérgio Azevedo, Morten Lauridsen; com os escritores Mário João Alves, Tiago Schwäbl, Regina Guimarães, José Manuel Mendes e com os encenadores António Durães e Catarina Costa e Silva. As suas criações estrearam em Portugal, Espanha e Brasil.

Por Mário João Alves

JORGE PRENDAS
Jorge Prendas nasceu no Porto em 1968. Iniciou os seus estudos musicais aos 10 anos tendo posteriormente ingressado no Conservatório de Música do Porto. Neste Conservatório concluiu o curso geral de composição na classe de Fernando Lapa. Após licenciar-se em Informática de Gestão na Universidade Portucalense, retoma os estudos musicais inscrevendo-se na Universidade de Aveiro em 1998 e concluindo em 2003 a licenciatura em ensino da música/composição. Estudou com professores como Evgueny Zouldilkine e João Pedro Oliveira. No domínio da Música Electrónica compôs “A aparente ilusão de um som”. Em 2003 obteve uma menção honrosa no Festival Internacional Música Viva com a peça “Uma leitura possível para um poema de Eugénio de Andrade”. Em 2010 com a peça “Qualche respiro” foi um dos 3 finalistas do concurso internacional Harvey G. Phillips Awards for Excellence in Composition. Tem composto para as mais diversas formações, tendo já sido editadas em disco e em livro várias das suas obras. Desde Setembro de 2007 colabora com o serviço educativo da Casa da Música, sendo desde Setembro de 2010 o coordenador deste serviço. Colaborou com a Orquestra Nacional do Porto em actividades pedagógicas. Foi director artístico das “Histórias do Norte” (2008) e “Histórias do Sul” (2009), espectáculos criados para a sala Suggia. É director artístico da Orquestra Som da Rua. Desenvolve trabalho noutras áreas musicais, como é o caso do quinteto a cappella Vozes da Rádio que ajudou a criar em 1991. Com este grupo já gravou nove discos assinando a maior parte dos arranjos e originais, assim como a produção musical.

MÁRIO ALVES
Escreveu diversos guiões e obras musicais para a infância. Publicou A Valsa dos sem-isqueiro; Amilcar, consertador de búzios Calados (Prémio Matilde Rosa Araújo), Afonso Cabrita, meu tio, ensaísta, toureiro e melancólico (Prémio Bocage de Conto), José, será Mago? e Histórias da Música em Portugal. Tenor, tem-se apresentado no Teatro de S. Carlos, La Fenice de Veneza, La Monnaie de Bruxelas, BAM de New York, Maestranza de Sevilla, Cairo Opera House, Muscat Royal Opera House, Seoul Arts Center, e Tokyo, Macau, Lausanne, Maputo, Turim, Paris, entre outros. Foi co-fundador das Vozes da Rádio, Ópera Isto e dirige o Estúdio de Ópera do CMC.

ANTÓNIO DURÃES
Profissional de teatro desde 1984, fez a sua formação na Escola de Formação Teatral do Centro Cultural de Évora. Trabalhou em várias estruturas teatrais do país, como os Teatros Nacionais S. João (Porto) e D. Maria II (Lisboa), o Centro Cultural de Belém, a Companhia de Teatro de Braga, a EGEAC (Teatros Municipais S. Luiz e Maria Matos), entre outras. Em 2007 dirigiu a obra L’Elisir d’Amore, de Donizetti, Maldoror (de Lautréamont) para o grupo Mão Morta, de Braga e em Setembro de 2012, Winterreise, de Schubert, no Teatro Helena Sá e Costa. Em dezembro de 2012 encenou Então Ficamos, o espectáculo de não-encerramento do projecto Guimarães Capital Europeia da Cultura. Os últimos espectáculos musicais que encenou foram as Óperas de Ravel, L’Enfant et les Sortileges e L’Heure Espagnole, Orfeu nos Infernos de Ofenbach, e Rita, de Donizetti. É professor de interpretação (nos cursos de teatro e canto/música) da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) desde 2001.