Orquestra XXI e Coro do DeCA

24 Abril, 2020 pelas 21h00 (sexta)
no Pavilhão Multiusos


Entrada: 5€ (preço único)

Programa

LUÍS ANTUNES PENA (n. 1973)
Vermalung IV – Ludwig v

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)
Sinfonia nº 9

Ficha Artística

Orquestra XXI
Coro do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da Universidade de Aveiro
Sónia Grané – Soprano
Coline Dutilleul – Mezzo
Ilker Arcayürek – Tenor
André Baleiro – Baixo
Dinis Sousa – Direção musical

Mecenas: Turismo Centro Portugal & Litocar


Não há outra peça que ocupe um lugar tão central na música ocidental como a Nona Sinfonia de Beethoven. Também nenhuma outra obra musical foi adotada e apropriada por tantas instituições e regimes — de variadas ideologias — tornando quase impossível uma separação entre a música e a sua mensagem social e política. A sinfonia começa num ambiente quase pré-histórico, como se o mundo ainda não existisse, e termina com a humanidade a cantar um dos temas mais conhecidos e transversais da história da música, num hino à fraternidade e união que nos traz uma mensagem de esperança no final de uma sinfonia plena de momentos mais escuros, dramáticos e intensos, mas também ternos e frágeis. Beethoven, no cúmulo do seu isolamento, incapaz de ouvir a sua própria música, foi mais longe do que algum compositor alguma fora, e deixou-nos uma obra-prima intemporal que ainda hoje nos surpreende e comove.

– Dinis Sousa

Biografias

ORQUESTRA XXI
A Orquestra XXI nasceu em 2013, fruto da vontade de reunir o crescente número de músicos portugueses residentes no estrangeiro, para que pudessem partilhar com o seu país de origem as suas experiências e o seu trabalho. Desde então, a Orquestra XXI tem-se apresentado de Norte a Sul do país sempre com o objetivo de levar concertos a um público o mais diversificado possível, tanto nas grandes cidades como em locais com atividade cultural menos regular, sob a direção do seu maestro fundador Dinis Sousa.
Tendo-se afirmado rapidamente como um dos mais destacados projetos na atualidade musical portuguesa, a Orquestra XXI conquistou imediatamente o público português e a crítica especializada, apresentando-se regularmente nas mais prestigiadas salas nacionais, como a Casa da Música, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Centro Cultural de Belém.
Contando desde 2016 com a participação de cantores, com a criação do Coro XXI, a programação da Orquestra XXI espelha a flexibilidade dos seus músicos, estendendo-se desde obras como a Paixão Segundo S. João, de Bach, até à estreia de obras de compositores portugueses, passando pelo inquestionável repertório sinfónico de compositores como Beethoven, Brahms ou Tchaikovsky. A orquestra trabalhou com solistas como o pianista Artur Pizarro, o tenor James Gilchrist ou o violetista Jano Lisboa e, recentemente, contou com a colaboração do Coro Gulbenkian na apresentação da oratória de Schumann “Das Paradies und die Peri” para o encerramento dos Dias da Música em Belém.
Aproximando-se da mais nova geração de jovens músicos, a Orquestra XXI organiza anualmente um estágio de orquestra, em que alunos do ensino vocacional de todo o país trabalham, enquanto colegas de estante, com os músicos da Orquestra XXI, numa singular troca de experiências.
Tendo sido distinguida com o 1º Prémio no concurso Ideias de Origem Portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Cotec Portugal, bem como com o Alto Patrocínio da Presidência da República, a Orquestra XXI reuniu já cerca de duas centenas de músicos portugueses residentes no estrangeiro, criando assim uma plataforma que tem incentivado a ligação destes músicos a Portugal.

CORO DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E ARTE DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO
O coro do Departamento de Comunicação e Arte é composto pelos alunos dos cursos de música (Licenciatura e Mestrados) da Universidade de Aveiro.
Apresentou-se pela primeira vez em público no dia 14 de abril de 1998 e, desde então, participa regularmente nas atividades da Universidade e em concertos com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Para além das atuações regulares em Aveiro, apresentou-se ainda em diversas localidades, não só na região centro, mas também nas principais salas de concerto do país, como o Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian e o CCB em Lisboa, o Coliseu do Porto e o convento de São Francisco em Coimbra. Participou também em importantes festivais de música nacionais, com são o caso do Festival “Música em Leiria”, do Festival da Primavera (Viseu), do Festival Terras sem Sombra (Alentejo), do Lisbon Summer Choir Festival, nos Dias da Música (CCB) ou dos Festivais de música em Aveiro (Festival internacional de Música de Aveiro e Festivais de Verão) onde tem interpretado as mais representativas obras do repertório coral-sinfónico, entre as quais se incluem “Magnificat”, “Cantata BWV 147” e “Paixão S. S. Mateus” e Paixão S.S. João (J. S. Bach), “Sinfonia Nº 9” e “Fantasia Coral” (Beethoven), “L’Enfance du Christ” (Berlioz), “Te Deum” (Bruckner), “Messias” (Häendel), “As Estações” e “A Criação” (Joseph Haydn), “Missa da Coroação, K.317” e “Missa em Dó menor, KV. 427” (W. A. Mozart), “Die Erste Walpurgisnacht, Op. 60” e “Salmo 42. Op.42” (Mendelsshon), “Gloria” (Poulenc), “Stabat Mater” (Rossini), “Missa de Glória” (G. Puccini), “Oratória de Natal” (Camille Saint-Saëns), “Missa para Coro Misto e Duplo Quinteto de Sopros” (Stravinski), “Sinfonia Nº 4” (Joly Braga-Santos), Carmina Burana (Orff), os “Requiem” de Fauré e de Verdi e o “Requiem Alemão” de Brahms.

DINIS SOUSA
Dinis Sousa vive atualmente em Londres e é fundador e diretor artístico da Orquestra XXI – projeto vencedor do prémio FAZ-IOP 2013, que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro, com a qual se apresenta regularmente em Portugal. A orquestra tem aparecido nas temporadas da Fundação Calouste Gulbenkian, Casa da Música e Centro Cultural de Belém, recolhendo grandes elogios da crítica especializada.
Nas últimas temporadas, Dinis Sousa tem dirigido orquestras como a Southbank Sinfonia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Aurora Orchestra e Orquestra Sinfónica de Londres, que recentemente o convidou para substituir o maestro Daniel Harding em ensaio. Com a Orquestra XXI, fez a abertura da Temporada Gulbenkian Música e aparece regularmente no festival “Dias da Música em Belém”, em concertos filmados para a RTP.
Dinis Sousa tem trabalhado com Sir John Eliot Gardiner e os seus agrupamentos – os English Baroque Soloists, Orchestre Révolutionnaire et Romantique e o Monteverdi Choir – tendo sido recentemente nomeado o primeiro Maestro Assistente da história destes grupos. Trabalhou também com Gardiner em orquestras como a Sinfónica de Londres, Filarmónica de Berlim e a Tonhalle de Zurique. Esta temporada dirigiu os English Baroque Soloists em dois programas inteiramente preenchidos com obras de Bach no Festival Internacional de Música de Cartagena.
Dinis estudou na Guildhall School of Music and Drama, onde exerceu a Fellowship em Direção de Orquestra. Durante esse período, dirigiu vários agrupamentos, tendo preparado a Guildhall Symphony Orchestra para o maestro Bernard Haitink, dirigido a Paixão Segundo S. João, de Bach, no Milton Court Concert Hall e uma encenação de “Down by the Greenwood Side” de Birtwistle no Silk Street Theatre. Na mesma escola, concluiu a licenciatura e mestrado com distinção, estudando direção de orquestra com Sian Edwards e Timothy Redmond e piano com Philip Jenkins e Martin Roscoe. Paralelamente, trabalhou em masterclasses com professores como Yekaterina Lebedeva, Sequeira Costa, Angela Hewitt, Ralf Gothóni, Richard Egarr, Jean-Sébastien Béreau, entre outros.
A 10 de Junho de 2015, foi condecorado pelo Presidente da República, Dr. Aníbal Cavaco Silva, com o grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.

ANDRÉ BALEIRO
André Baleiro é vencedor do concurso Emmerich Smola “SWR Junge Opernstars” 2019 da estação televisiva alemã SWR (Südwestrundfunk), do 17º Concurso Internacional R. Schumann, em Zwickau, do 9º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa em Lisboa, bem como do “Prémio Cultural Theodor Heuss 2017” em Schwetzingen, e do Prémio ‘Most Promising Talent’ do prestigiado Concurso Internacional DAS LIED, em Heidelberg.
No palco operático tem-se destacado pelas interpretações de TARQUINIUS em The rape of Lucrecia de B. Britten no Teatro Nacional São Carlos, FIGARO em Il barbiere di siviglia de G. Rossini com a Kammeroper München em Munique, e DON PARMENIONE em L’occasione fa il ladro de G. Rossini no Teatro Pérez Galdós em Las Palmas.
Do seu vasto repertório de concerto são de salientar as oratórias de C. Monteverdi, J. S. Bach, G. F. Händel, W. A. Mozart e A. Dvorak, a Cantata “Dona nobis pacem” de R. Vaughan Williams, os Requiem de G. Fauré, M. Duruflé e J. Brahms, L’enfance du Christ de H. Berlioz, Don Quichotte à Dulcinée de M. Ravel e os Gurrelieder de A. Schönberg.
Tem colaborado com os maestros Michel Corboz, Steffan Blunier, Frédéric Chaslin, Greahme Jenkins, Martin André, Andreas Spering, Joana Carneiro, Nabil Shehata e Leopold Hager.
Apresenta-se regularmente em recital na Alemanha e em Portugal com diversos pianistas, sendo de destacar as colaborações de longa data com o maestro João Paulo Santos e com o pianista David Santos. A música vocal moderna e contemporânea tem sido desde sempre um dos seus focos de interesse, e recentemente tem cooperado com os pianistas Axel Bauni e Jan Philip Schulze na estreia de várias obras para canto e piano de conceituados compositores como Luca Lombardi, Michael Pelzel e Steffen Schleiermacher.
O barítono português iniciou a sua formação musical aos 10 anos de idade no Instituto Gregoriano de Lisboa e a sua formação vocal aos 15 com Elsa Cortez. É licenciado em Direção Coral e Formação Musical pela Escola Superior de Música de Lisboa. Como bolseiro da Fundação Hamel em Hannover e da Fundação Gulbenkian em Lisboa estudou Canto na Universidade das Artes em Berlim com o Kammersänger Siegfried Lorenz, e aprofundou o seu conhecimento e interpretação do repertório de Lied com Eric Schneider. Para além disso, tem frequentado masterclasses com cantores consagrados como Tom Krause, Ian Bostridge, Lorenzo Regazzo e José van Dam. Atualmente prossegue o seu aperfeiçoamento técnico e artístico com a professora Snezana Stamenkovic em Mannheim.

COLINE DUTILLEUL
Aclamada por diversos críticos de ópera pela sua expressividade interpretativa em palco, com uma voz homogénea e rica em cores, a mezzo-soprano belga Coline Dutilleul iniciou os seus estudos de canto e piano numa fase precoce da sua vida.
Estudou nos Conservatórios Reais de Mons e Bruxelas, continuando depois a sua formação musical na Hochschule für Musik und Tanz de Colónia. Durante este período, trabalhou técnica vocal com a soprano Catrin Wyns-Davis e a contralto Sara Mingardo.
Frequentou masterclasses internacionais com figuras como Bernarda Fink, Nathalie Dessay, Barbara Hannigan, Nadine Denize, Peter Kooij e Jard Van Nes, especializando-se em lied, e aulas com os pianistas Ulrich Eisenlhor, Roger Braun, Joseph Breinl, Roger Vignoles e Julius Drake.
Acumulou experiências artísticas em diversos festivais e academias internacionais um pouco por toda a Europa: Academia de Ambronay, com Leonardo García Alarcón (J.S. Bach, L’Orfeo de Monteverdi); III Academia de Formación Profesional, coordenada por Jordi Savall; Academia do Festival de Lucerna, sob direção de Simon Rattle e Barbara Hannigan (Coro, de L. Berio); Academia Internacional Bach de Estugarda, dirigida por G.-Ch. Rademann; e o Programa para Jovens Talentos Britten-Pears, com Nathalie Dessay e Roger Vignoles.
Em 2011, Coline recebeu o Prémio ‘Jeanne Flament’, destacando-se na interpretação de música barroca; em 2014, foi finalista do II Concurso Internacional de Música Barroca de Froville; em setembro de 2015, venceu o segundo prémio, bem como o prémio especial da Orquestra WDR de Colónia, no Concurso Internacional da mesma cidade; mais recentemente, foi também finalista do Concurso Internacional Marmande e, em duo com o pianista Pedro Costa, do Internationaler Liedduo Wettbewerb Schubert, em Dortmund.
Desde setembro de 2015, a jovem mezzo-soprano integra o estúdio de ópera do Reno. Nesse âmbito, foi Madrasta em Cendrillon, de Wolf-Ferrari; Clarina em Cambiale di Matrimonio, de Rossini; Carmen, na Carmen de Bizet; Leonora em La Favorita, de Donizetti; a Rainha em Blanche Neige, de Felix Lang; Marianna em Il Signor Bruschino, de Rossini; e, finalmente, Dido em Dido e Aeneas, de H. Purcell. Coline interpretou ainda Miss Jessel em The Turn of the Screw, de Benjamin Britten, no Teatro de Aix-la-Chapelle, e Irmã Mathilde em Dialogue des Carmelites, de Poulenc, na Ópera de Avignon.
A solo, interpretou Lieder eines fahrenden Gesellen, no Festival ‘Jovens Talentos’ de Schiermonnikoog, Kindertotenlieder, com a BPhO, e a Chanson Perpétuelle de Chausson, num quinteto com o pianista e compositor Huw Watkins, no Festival de Lucerna, sob a direção de Barbara Hannigan. No domínio do oratório, participou na Missa em Lá bemol maior de Schubert, na Missa em Si menor de Bach, no Stabat Mater de Vivaldi mas também de Bocherini, na Missa em Dó menor de Mozart, no Requiem e na Missa da Coroação, na Pastoral de Charpentier e no Glória de Vivaldi. Durante a presente temporada, subirá a palco na Missa de Rossini, com a DSO-Berlin.
Coline colabora ainda com diferentes ensembles: Pygmalion, Vox Luminis, Collegium Vocale Gent, Cappela Real e La Chapelle Rhénane.
Parte do seu tempo é também dedicada à interpretação de literatura contemporânea e à música do mundo. No Grand Théâtre do Luxemburgo, participou na criação da ópera contemporânea Neige, de Catherine Kontz, dirigida por Gerry Cornellius, e na estreia mundial da ópera Mririda, de A. Essyad. Trabalhou com compositores como Michel Gonneville, Paul Mefano e Benoit Mernier.
Presentemente, é beneficiária da bolsa ‘Jeune Talent’, da Fundação Securex, e Artista Enoa.

ILKER ARCAYÜREK
Ilker Arcayürek nasceu em Istambul e viveu desde cedo em Viena. Foi premiado na International Art Song Competition da Academia Hugo Wolf (Alemanha), finalista do BBC Cardiff Singer of the World, em 2015, e New Generation Artist da BBC Radio 3.
No domínio da ópera, Ilker apresentou-se ao vivo no Teatro Real de Madrid, numa produção de Kasper Holten (Das Liebesverbot, de Wagner); no Festival de Ópera de Munique da Bayerische Staatsoper, na estreia mundial de Die Vorübergehenden, de Nikolaus Brass; no Festival de Salzburgo, em Lucrezia Borgia, de Donizetti; na Volksoper de Viena, em Zar and Zimmerman, de Lortzing; e, recentemente, na Ópera de Graz, foi Lyonel em Martha, de Flotow, e protagonista em Oberon, de Weber. No verão de 2019, Ilker fez a sua estreia numa produção operática nos Estados Unidos da América, no papel de Nadir em Les Pêcheurs de Perles, na Ópera de Santa Fe.
De 2015 a 2018, Ilker foi membro do ensemble do Staatstheater Nürnberg, interpretando repertório que inclui La Bohème (Rodolfo), Don Giovanni (Don Ottavio), Les Pêcheurs de Perles (Nadir), Paixão Segundo São Mateus (Evangelista) e Wozzeck (Andres), para além de papéis principais em Idomeneo e Il Ritorno d’Ulisse in Patria.
Ilker é também um intérprete apaixonado de lied, tendo atuado no Festival Internacional de Edimburgo, no Wigmore Hall, na Schubertiada Vilabertran com Wolfram Rieger e no Innsbruck Festwochen na Bibliotheksaal Polling (Winterreise, de Schubert). Estreou-se em recital nos Estados Unidos em fevereiro de 2019, no Park Avenue Armory em Nova Iorque, seguindo-se apresentações em São Francisco, acompanhado pelo pianista Simon Lepper.
Entre os destaques da sua carrreira, incluem-se participações na 9.ª Sinfonia de Beethoven, com a Royal Philharmonic Orchestra no Royal Albert Hall, para além de performances e uma gravação para a Naxos Records com a Danish Chamber Orchestra, sob a batuta de Adam Fischer, e estreias no Klarafestival de Bozar, interpretando a Sinfonia Fausto de Liszt, com a Orchestre National de Belgique, sob direção de Hugh Wolff, com a Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks, dirigida por Mariss Jansons, na Missa em Fá menor, com a Orchestre National de Lyon, interpretando árias de tenor na Paixão Segundo São Mateus, e ainda performances de A Padmore Cycle, de Thomas Larcher, com a Tiroler Symphonieorchester Innsbruck. Trabalhou também com maestros como Ivor Bolton, Mirga Gražinytė-Tyla, Riccardo Minasi e Lars Vogt.
Durante a presente temporada, está prevista a sua estreia japonesa com a Orquestra Filarmónica de Tóquio, interpretando a Sinfonia Fausto, sob direção de Mikhail Pletnev; duas performances na Konzerthaus de Viena, com a Wiener Kammerorchester, o Arnold Schoenberg Chor e a Tonkünstler-Orchester; com a Royal Northern Sinfonia, dirigida por Laurence Equilbey; e, no domínio da ópera, interpretará o papel de Poeta em Das Jagdgewehr, de Thomas Larcher, para a Dutch National Opera, como parte do Opera Forward Festival em Amsterdam, com o Ensemble Modern; para além de Ariel, Pater Ecstaticus em Szenen aus Goethes Faust, de Schumann, para a Opera Vlaanderen, às mãos de Philippe Herreweghe.

SÓNIA GRANÉ
Na temporada 2019/2020 a soprano Sónia Grané apresentou-se como Casparina na estreia mundial de Ahead of Struwwelpeter de David Robert Coleman em cooperação com o Ensemble Quillo. Nos próximos meses irá interpretar Königin der Nacht em Die Zauberflöte e Barbarina em Le Nozze di Figaro na Staatsoper Unter den Linden.
Recentemente Sónia foi solista no Messiah com a Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a batuta de Joana Carneiro, fez parte de uma série de concertos na Konzerthaus em Berlim e foi também solista no Requiem de Brahms com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
A jovem soprano realizou os seus estudos musicais na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e na Royal Academy of Music em Londres. Os seus professores incluiram Manuela de Sá, José Manuel Brandão, Lillian Watson e Jonathan Papp. Sónia foi bolseira da Fundação Gulbenkian e 2013-2015 da Liz Mohn Musikstiftung.
Nas temporadas 2013-17, depois de dois anos no Internationalen Opernstudio Berlin, Sónia fez parte do Ensemble da Staatsoper Berlim, onde interpretou entre outros Masha em Moskau Tscherjomuschki, Ännchen em Der Freischütz, Flora em Turn of The Screw, Blumenmädchen em Parsifal e Blonde em Die Entführung aus dem Serail. No Festival de Bregenz 2015 Sónia estreou-se como Despina em Cosi fan tutte e em 2017 regressou como Frasquita em Carmen.
Em 17/18 teve a sua estreia como Königin der Nacht em Die Zauberflöte na Staatsoper Unter den Linden e teve também a sua estreia no Teatro alla Scala em Milão como Pasquozza na estreia mundial da nova ópera de Sciarrino Ti vedo, ti sento, mi perdo. Em 18/19 regressou como convidada a Staatsoper Unter den Linden como Barbarina, Fortuna e Damigella em L’Incoronazione di Poppea e Königin der Nacht. Com este último papel estreou-se em março de 2019 na Korean National Opera.