Júri

O Júri do 3.º Concurso Internacional de Guitarra de Viseu é composto por 7 elementos oriundos de três países. É com orgulho que acolhermos neste painel guitarristas de grande talento e tremenda experiência. Sabemos por isso que a escolha do vencedor está em boas mãos.
Presidente do Júri

Jozef Zsapka (Eslováquia)

Diretora Artística do Concurso

Paula Sobral (Portugal)

Diretor Artístico do Concurso e Festival

José Carlos Sousa (Portugal)

Júri

Dejan Ivanović (Croácia)
Martin Krajčo (Eslováquia)
André Ramos Cardoso (Portugal) (Portugal)
Pedro Rufino (Portugal)

Jozef Zsapka

Detalhes sobre os Jurados


JOZEF ZSAPKA
Nasceu em Komarno, na Checoslováquia, em 1947. Com catorze anos começou os seus estudos de guitarra. A sua estreia mundial começou em 1972, com a tournée por Itália da Orquestra de Câmara Eslovaca. Desde então já tocou no Japão, E.U.A., México, Tailândia, Austrália, Espanha, Portugal, França, Inglaterra, Luxemburgo, Suíça, Liechtenstein, Alemanha, Áustria, Suécia, Grécia, Turquia, Jugoslávia, Hungria, Roménia, Bulgária, Polónia, Ucrânia, Rússia, Cuba, Vietname, Mongólia e muitos outros países.
É professor na Universidade de Música e Artes Performativas em Bratislava. No início de 2000 tornou-se professor visitante na Universidade de Aveiro.
Os seus alunos (cerca de 120) são vencedores e laureados em variadíssimas competições internacionais, nomeadamente em París, Viena, Havana, Barcelona, Santiago de Compostela, Londres, Alessandria, Fiuggi, Kutná Hora, Esztergom, Sernancelhe, Banguecoque e muitas outras. Entre os seus estudantes melhor sucedidos estão Vladimír Tomcsany, Pavel Steidl, Marco Socias, Jorgos Panetsos, József Eötvös, Zsófia Boros, Martin Krajčo e Karol Samuelčik.
É o fundador da International J. K. Mertz Guitar Festival and Competition, na Bratislava, que conta já com 42 anos de tradição. O evento tem recebido ao longo destes anos numerosos guitarristas de relevo de todo o mundo.
Artista multifacetado, Josef é ainda editor (sobretudo das composições dedicadas a si e ao duo) (Opus, Fritz and Vogt, Trekel, Chanterelle, Guitarissimo…).
Zsapka está no topo do ranking da arte performativa Eslovaca. As suas atividades em concerto são variadas. Desde 1980 que tem vindo a tocar com a sua mulher, Dagmar, flautista. Este duo é uma das combinações mais estáveis do seu género. Foi fundado em 1980 e devido à sua intensa atividade artística tornou-se mundialmente reconhecido.
Desde o início que o seu trabalho tem vindo a influenciar a cena artística Checoslovaca que tem tido o prazer de apresentar por todo o mundo com um acolhimento muito positivo.
Muitos compositores foram inspirados por esta formação – entre eles são exemplo Jorge Cardoso, David Babcock, Igor Rechin, Dušan Martinček, Peter Martinček, Štěpán Rak, Filimon Ginalis, Víťazoslav Kubička e muitos outros que viriam a dedicar as suas composições a este duo.
O seu repertório é extremamente vasto e inclui música de todos os períodos estilísticos. Pela crítica são considerados dos melhores concertistas do mundo.
Zsapka já gravou mais de 41 LP’s e CD’s em estúdio de classe mundial (OPUS, RCA JAPAN, NAXOS, ALBANY RECORDS, SPI MILAN, AKCENT, DISKANT etc.)

Paula Sobral


PAULA SOBRAL
Natural de Sernancelhe, Viseu, iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música de Viseu, onde estudou Guitarra com Luís Lapa e Christopher Lyall. Em 1994, iniciou o curso Licenciatura em Ensino da Música na Universidade de Aveiro, na área de Guitarra Clássica, sob a orientação de Paulo Vaz de Carvalho.
Posteriormente continuou o estudo do instrumento com o guitarrista Jozef Zsapka. Conjugou o estudo da guitarra com a atividade docente no Conservatório de Viseu. Participou em várias masterclasses. Lecionou igualmente na Escola de Música do Colégio de S. José (Guarda) e no Conservatório de Seia. Atualmente leciona no Conservatório de Música de Viseu Dr. José de Azeredo Perdigão. Em 2007 concluiu o seu Mestrado em Música de Câmara na Universidade de Aveiro sob a orientação dos Professores Paulo Vaz de Carvalho, Helena Marinho, Fausto Neves e do guitarrista Odair Assad.
Desde 1999 até 2014, conjuntamente com José Carlos Sousa, foi diretora artística do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe, evento pioneiro no país. Desde 2015 é diretora artística do Concurso Internacional de Guitarra de Viseu, concurso inserido no Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
A sua atividade artística marca-se pela atuação em música de câmara com o duo de guitarras Concentus Duo, onde toca com Manuel Tavares desde o ano 2000. O duo apresentou-se em várias cidades do país, no Festival Ciclo de Guitarra Clássica de Oliveira do Bairro, Festival de Guitarra da Fundação António de Almeida, Festival Internacional de Sernancelhe, CCB, Festival Internacional Guitarmania (Almada e Lisboa) e Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso. Fora de Portugal marcou presença no Festival Internacional de Guitarra em Hondarribia, País Basco, “Guitarre-Essone” em Paris e Festival Internacional de Guitarra de Palencia, Espanha. É membro do Quarteto de Guitarras de Viseu com o qual tem percorrido várias salas do país em concertos e recitais.

José Carlos Sousa


JOSÉ CARLOS SOUSA
José Carlos Almeida de Sousa nasceu em Viseu – Portugal, em 1972. Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, na sua cidade natal onde concluiu o curso geral de composição em 1995.
Em 1996 prossegue os seus estudos na Universidade de Aveiro, onde concluiu a sua Licenciatura em Composição, no ano de 2000.
Estudou composição e música eletrónica com Evgueni Zoudilkin, João Pedro Oliveira e Isabel Soveral. Frequentou ainda vários seminários de composição e música eletrónica orientados pelos compositores: Jorge Antunes, Alain Sève, Tomás Henriques, Flo Menezes, François Bayle e Emmanuel Nunes.
Em Junho de 2005 concluiu, na Universidade de Aveiro, um mestrado em música com especialização em composição, subordinado ao tema “O Timbre e suas Metamorfoses no Processo Composicional da Música Eletroacústica”.
Já lecionou na Universidade de Aveiro e no Instituto Piaget em Viseu.
Foi conjuntamente com Paula Sobral organizador e diretor artístico do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe, durante 15 edições consecutivas.
Foi o criador do Festival de Música da Primavera de Viseu, que organiza desde 2008 exercendo também o cargo de Diretor Artístico do Festival.
Em 1995 ganhou o primeiro prémio do 1.º concurso de composição do conservatório onde estudou, com a obra infantil para piano, Almofada.
No Concurso de Composição Eletroacústica “Música Viva 2000”, foi agraciado com uma Menção Honrosa.
Em Abril de 2001 foi premiado com a sua obra Viagem no referido concurso, integrado na Porto 2001 Capital Europeia da Cultura.
A sua música tem sido tocada em várias cidades portuguesas e em vários festivais de música: Festival Música Viva (Portugal), Primavera en La Habana (Cuba), Aveiro Síntese (Portugal), “33e Festival International des Musiques et Créations Eletroniques” (Bourges – França), Concurso e Festival Internacional de Guitarra (Sernancelhe – Portugal), 14th World Saxophone Congress (Slovenia), “Guitarmania” – Festival Internacional de Guitarra Clássica (Almada – Portugal), Festival de Guitarra de Valência (Espanha), Festival Dias de Música Eletroacústica (Seia – Portugal), “Síntese” – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda (Portugal), Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso (Portugal), Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu (Portugal), 8.º Festival International Guitar´Essonne – (Paris – França). Dias de Música Eletroacústica no Santa Cruz Air Race 2013 (Portugal) entre outros.
Algumas das suas obras resultam de encomendas de várias instituições como Festivais Internacionais de Música, Universidades, Museus e Câmaras Municipais.
Atualmente é professor de composição no Conservatório de Música de Viseu, exercendo também o cargo de Diretor Pedagógico do Conservatório desde 2004.

Dejan Ivanović


DEJAN IVANOVIĆ
O guitarrista croata Dejan Ivanović nasceu em Tuzla (Bósnia e Herzegovina), em 1976, iniciando os seus estudos de guitarra com 8 anos de idade. Estudou com Predrag Stanković e Vojislav Ivanović na Escola Primária e Secundária de Música, e com Darko Petrinjak na Academia de Música de Zagreb. Participou em masterclasses de John Duarte, Thomas Müller-Pering, Elliot Fisk, Costas Cotsiolis, Valter Dešpalj (violoncelo), Michael Steinkühler (viola da gamba) e Igor Lešnik (percussão). Foi orientado por Christopher Bochmann no Curso de Doutoramento da Universidade de Évora entre 2011 e 2014. A sua carreira profissional começou simultaneamente com o estudo superior (1994-1998). Atuou nalguns dos mais prestigiosos festivais de música como Festival de Spoleto (convidado pessoalmente pelo maestro Gian Carlo Menotti para o lugar de Artista Residente), Festival de Verão de Edimburgo, Festival de Costa de Estoril, Festival de Guitarra de Gevelsberg, Porto — Cidade Europeia da Cultura e Guitarra Viva (Croácia), entre outros. Atua também integrado em vários conjuntos de música de câmara: com o flautista Vasco Gouveia, violoncelista Jed Barahal, guitarrista Masakazu Tokutake, soprano Ana Ester Neves, Quarteto de Cordas Lyra, etc. É o vencedor do 1.º Prémio e Prémio especial para Melhor Interpretação da Música Espanhola no 13.º Concurso Internacional de Guitarra Doña Infanta Cristina (Madrid, 1998); 1.º Prémio do 3.º Concurso Internacional da cidade de Sinaia (Roménia, 1998); 1.º Prémio do 17.º Certamen Internacional de Guitarra Andrés Segovia (Herradura, 2001); 1.º Prémio e Prémio do Público no 35.º Certamen Internacional de Guitarra Francisco Tárrega (Benicássim, 2001); 1.º Prémio do 4.º Concurso Internacional de Creta (Arhanes, 2005). É igualmente premiado nos concursos em Roma (Itália) e Sernancelhe (Portugal). Colabora com várias orquestras como a Orquestra Real de Câmara de Wallonie (Bélgica), Orquestra de Benicássim (Espanha), Orquestra de Câmara da Eslováquia, Orquestra Sinfónica de Vojvodina (Sérvia), Orquestra Sinfónica das Beiras e Orquestra Metropolitana de Lisboa. Os seus recitais na Europa, África, América do Norte, América do Sul e Ásia receberam uma forte aceitação por parte do público e da crítica.
Revistas e jornais como Ritmo (Espanha), Bremer Umchau (Alemanha), Sunday Herald Times (Indiana-EUA), The Scotsman (Escócia), Slobodna Dalmacija (Croácia) e Oslobodjenje (BiH) publicaram críticas positivas sobre em relação às suas interpretações. A revista espanhola Ritmo descreve Dejan como (…) corajoso, sensível jovem artista com uma técnica surpreendente e uma musicalidade e criatividade em cada nota e frase (…) (1998). Em Zagreb (Croácia), D. Komanov, escreve o seguinte sobre a arte de Ivanović:
[…] Interpretando um programa contrastante, enfatizado pela qualidade e peculiaridade de obras como Peças Líricas de Arregui e Sonatas de Bennett e Rózsa, Ivanović apresentou o concerto com um discurso interpretativo profundamente pessoal, pensativo e inspirado. No coração da sua abordagem, distinta por um tratamento do texto extraordinariamente claro e preciso, existe uma resolução de uma detalhada relação com a forma musical, onde as suas interpretações crescem e se desenvolvem pela perspicuidade da inteireza rica e complexa de cada obra. Articulando a tensão interior gerada pelo corpo musical, Ivanović nunca excede a margem invisível do externo ou do profano relativamente à dinâmica da expressão, mas sim, desvela uma paisagem delicada de introspeção para a perspetiva estabelecida do ouvinte. A paleta do som, bem como uma quase-perfeita qualidade geral de estrutura e imagem sonora em projeção, são caracterizadas pela acentuada expressão intimista — como um eco de rica herança alaudista. De alguma forma, isso foca a atenção para a plasticidade em relação à proximidade do enquadramento da singularidade estética de cada composição, dado que Ivanović sublinha elementos essenciais com o seu modo particular de comunicação, rico, sobretudo, em aspeto narrativo, mas igualmente claro e reflexivo. Por isso é que Rêverie op. 19 de Regondi brilhará com uma simplicidade espontânea e um certo charme de expressão baseada numa abordagem romântica visando a forma musical, Peças Líricas de Arregui serão marcadas pelo gesto de expansão livre de som que molda as suas camadas de relevo. A interpretação da Sonata de Bennett marcou o discurso de restrição, redução e de uma forte dinâmica interior com um extraordinário formato de som altamente preciso, que forneceu a receção total de uma obra tão complexa e tremendamente exigente na sua forma. Na Sonata de Rózsa foi interessante observar a transformação da retórica interpretativa do guitarrista, relacionada com a nitidez na separação do seu material.” (klasika.hr [Croácia], Janeiro de 2012)
A sua discografia a solo é constituída por CD Recital na Laureate Series da NAXOS (2002) com obras de Matilde Salvador, Anton García Abril, Frederic Mompou, Richard Rodney Bennett, Malcolm Arnold, Gordon McPherson e Francisco Tárrega, e por CD Mediterraneo (gravado em 2001, aguarda publicação) com obras de Boris Papandopulo, Vicente Asencio, Antonio José Martínez Palacios, Joaquín Rodrigo, Carlo Domeniconi e Mario Castelnuovo-Tedesco. Em 2013, gravou a obra Em Memória da Madrugada de Marina Pikoul para guitarra e orquestra com a Orquestra Clássica do Centro, sob a direção do maestro David Wyn Lloyd. Christopher Bochmann, Marina Pikoul, Tomislav Oliver, João Madureira, Jorge Pereira, Ricardo Abreu, Francisco Chaves e Carlos Gutkin são alguns dos compositores que dedicaram as suas obras para Dejan. Integra desde 2004, juntamente com o guitarrista grego Michalis Kontaxakis, o Duo de guitarras Kontaxakis-Ivanovich. O primeiro CD deste Duo, intitulado Les Deux Amis e gravado pelo produtor Hubert Kappel em Colónia (Alemanha), foi lançado em 2010 pela Editora KSG EXAUDIO.
Em 2005 cria o Festival Internacional Guitarmania em Lisboa do qual é diretor artístico até 2010. É desde 2007, professor de guitarra no Departamento de Música da Universidade de Évora. É doutorado em Música/Interpretação desde Março de 2015 com o tema Colaboração Entre Compositor e Intérprete na Criação de Música para Guitarra: Estudo do Processo Editorial no Repertório de Inglaterra, Croácia e Portugal.

Martin Krajčo


MARTIN KRAJČO
Martin Krajčo é graduado pelo Conservatório de Bratislava e pela Academia das Artes Performativas de Bratislava, onde estudou sob a orientação do professor Jozef Zsapka. Ao longo de vários anos participou em diversas masterclasses com importantes professores, nomeadamente Costas Cotsiolis, Leo Brouwer, Alex Garrobe, Hubert Kappel, Zoran Dukic, Luise Walker. Durante a realização dos seus estudos participou e venceu vários prémios em competições internacionais (Eslováquia, República Checa, França, Portugal, Áustria).
Enquanto solista tocou com grupos de exceção como a Capella Istropolitana, Chamber Soloists, Moyzes Quartet, Orquestra Classica do Centro e Sinfonietta Žilina. No seu trabalho como músico de câmara colaborou com músicos como as Emily van Evera, Sefika Kutluer, Eugen Prochác, Ján Slávik e Peter Michalica. Atualmente ensina na Faculdade de Música e Dança das Artes Performativas, em Bratislava.

André Ramos Cardoso


ANDRÉ RAMOS CARDOSO
Nasceu em Coimbra em 1980. Frequentou o Conservatório Regional de Música de Viseu onde estudou Guitarra Clássica com os Professores Paula Sobral e Christopher Lyall. Mais tarde ingressou na Universidade de Aveiro, na Licenciatura em Ensino de Música, Guitarra Clássica. Teve como professores Josef Zsapka e Paulo Vaz de Carvalho; estudou ainda com António Chagas Rosa, Fausto Neves e Helena Marinho. Participou em cursos orientados por Timothy Walker, Olga Prats, Betho Davezac, Roberto Aussel, Carlo Marchione e Judicael Perroy.
Tem-se apresentado regularmente por todo o país e estrangeiro, com diferentes músicos e projetos, a solo e em agrupamentos de música de câmara, cruzando-se com outros instrumentos além da Guitarra como flauta transversal, violino, contrabaixo, acordeão, saxofone, canto, piano, guitarra portuguesa… Gravou para a Antena 2 no “Síntese” – Festival de música contemporânea da Guarda. É um dos membros do Quarteto de Guitarras de Viseu.
Foi solista, com a Orquestra Filarmonia das Beiras, interpretando um Concerto de Joaquin Rodrigo no 1.º Festival de Música de Viseu. Tocou no 10.º Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe com o Octeto de Guitarras “Acorde Ensemble”. Participou em variadas obras teatrais como compositor, intérprete e também como ator. Tocou com a Orquestra Clássica do Centro. Ganhou com o grupo “A Presença das Formigas” o Prémio Zeca Afonso no Festival Cantar Abril em Almada 2009. Lecionou em variadas escolas entre as quais a Riff-Aveiro, Academia de Música de Lamego, Conservatório da Guarda e no Conservatório de Águeda. Desde 2004, que é docente de Guitarra Clássica no Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão em Viseu.

Pedro Rufino


PEDRO RUFINO
Pedro Rufino natural de Nisa, iniciou os seus primeiros contactos com a música na Sociedade Musical Nisense. Em 1987 entrou para o Conservatório Regional de Castelo Branco onde frequentou a classe de Guitarra do Professor Paulo Valente Pereira até ao 5.º grau, tendo concluído o curso complementar na classe do Professor Eli Camargo Júnior.
Frequentou a Escola Superior de Música de Lisboa onde concluiu a Licenciatura em Guitarra na classe do Professor António Jorge Gonçalves. Em 2015, concluiu o Mestrado em Ensino de Música – Instrumento e Classe de Conjunto na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Desde 1996 que leciona a disciplina de Guitarra e Classe de Conjunto na Academia de Música e Dança do Fundão tendo acumulado funções no Conservatório de Música de Ourem e Fátima.
Na Academia de Música e Dança do Fundão é responsável pelo departamento de Guitarra e Classes de Conjunto onde tem desenvolvido os mais variados projetos, como por exemplo, os Ciclos Musicais de Outono/Inverno e o ciclo de concertos Quinze Anos-15 Atos. É diretor artístico e membro do júri do Concurso Internacional “Cidade do Fundão” – Variante de Guitarra.
Na sua Classe de Conjunto foi também pioneiro com várias formações, destacando-se o Ensemble de Guitarras/Orquestra de Guitarras. Com este agrupamento gravou o seu primeiro CD em colaboração com a Escola Superior de Artes Aplicadas- ESART com o nome de “Orquestra de Guitarras da Academia de Música e Dança do Fundão”.
Como Guitarrista, tem realizado recitais a solo em vários festivais, dos quais se destacam, o III Festival Internacional de Guitarra de Tomar, os Ciclos Musicais organizados pela Academia de Música e Dança do Fundão, os Ciclos de Música de Outono organizado pela Câmara Municipal de Penamacor, a participação no Festival Internacional de Novosibirski-Sibéria, no recital organizado pelo Instituto Camões em Moscovo (Rússia), em Varsóvia (Polónia), no XII Festival Internacional de Inverno de Domingos Martins (Brasil), no concerto organizado pelo Conservatório Profissional de Música de Bilbau “Juan Crisóstomo de Arriaga” (Espanha) e na 1.ª edição do Festival de Guitarra de Castelo Branco.
Foi convidado pela Camerata de Violões do Conservatório Brasileiro de Música para participar num concerto realizado na cidade de Petrópolis (Brasil). Ministrou também no Brasil, na Faculdade de Música do Espírito Santo, (cidade de Vitória), um curso dedicado ao repertório de guitarra do séc. XX. Participou também num concerto promovido pela Antena 2, no Palácio Nacional da Ajuda, onde interpretou o “Double Concert” de Piazzolla para Guitarra e Acordeão com o acordeonista Horácio Pio, acompanhado pela Orquestra de Câmara do Fundão. Em 2011 na Fundação Portuguesa das Comunicações em Lisboa, participou em mais um concerto Antena 2, com o tema “Obras para Guitarra e Música de Câmara do Compositor Eli Camargo Jr.”.
Tem também participado em várias formações camerísticas, destacando-se o concerto com o GuitarraTrio realizado no Centro Cultural de Belém (pequeno auditório), promovido também pela Antena 2. Com o octeto de guitarras Acord’ensemble, participou no Festival Internacional de Guitarra de Sernancelhe (Portugal), no Festival Internacional Guitar’Essonne (França) e no Festival Elogio da Guitarra (Portugal). É membro fundador da Orquestra de Guitarras Guitarrafonia, onde se destaca a participação no Festival Allegromosso (Itália).
Atualmente é membro do Quarteto de Guitarras “Concordis”.