Ars Ad Hoc

14 Abril, 2020 pelas 21h00 (quinta)
no Clube de Viseu


Entrada: 5€ ou 2.5€ para público afeto ao Conservatório

Programa

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)
Quarteto de cordas em si bemol maior, op. 18 nº 6 [1798-1800]
– Allegro con brio
– Adagio ma non troppo
– Scherzo: Allegro
– La Malinconia: Adagio – Allegretto quasi Allegro

LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770-1827)
Quarteto de cordas op. 133 em si bemol maior, Große Fuge [1825-26]

Intervalo

BEAT FURRER (n. 1954)
Intorno al bianco [2016]
Quinteto com clarinete

Ficha Artística

Horácio Ferreira – Clarinete
André Gaio Pereira – Violino I
Diogo Coelho – Violino II
Alice Vaz – Viola
Pedro Vaz – Violoncelo
Diana Ferreira e Pedro Vaz – Direção Artística / arte no tempo

Fotografia de João Nogueira

Notas do Programa

Ludwig van Beethoven (Bona, 1770 – Viena, 1827)
Quarteto de cordas op. 18 nº 6, “Malinconia” [1798-1800] Quarteto de cordas op. 133, Große Fuge [1825]

Se Haydn é conhecido como o “pai” do género “quarteto de cordas”, Beethoven será justamente lembrado como o compositor que o transcendeu na construção musical para essa mesma formação.
Foi já em Viena que compôs a primeira série de quartetos de cordas, havendo evidências de que o sexto desses quartetos Op. 18 (“Lobkowitz”) tenha sido, na verdade, o penúltimo dos seis a ser composto.
Mais próximo da gramática de Haydn do que os quartetos posteriores, com as suas mudanças de carácter e pausas inesperadas, assim como na sua indiscutível elegância, o Op. 18 nº 6 “Malinconia” — título do último andamento que acabou por se estender ao próprio quarteto — contém em si alguns elementos identificáveis com o estilo do compositor, como alguns dos súbitos contrastes dinâmicos, ou o Scherzo fortemente sincopado.
Longos anos e alguns episódios trágicos separam os quartetos Lobkowitz das últimas obras de Beethoven, distância que facilmente se apercebe ao escutar as suas duas obras em programa.
Dedicada ao Príncipe Galitzin e inicialmente concebida como final do Quarteto op. 130, na mesma tonalidade de si bemol maior, a Grande Fuga acabou por ser separada do mesmo, a pedido de um editor que viria a publicá-la enquanto op. 133, em 1830.
Se a versão original do Quarteto op. 130 foi muito bem recebida pelo público que assistiu à sua estreia em audição privada (pedindo mesmo a repetição de dois dos andamentos intermédios), esse entusiasmo não pareceu extensível ao complexo último andamento.
Essa colossal construção musical, que ainda hoje se afigura arrojada aos ouvidos de quem a escuta — sempre moderna, intemporal — terá certamente causado estranheza ao público do século XIX, mas Beethoven estaria consciente do incalculável valor artístico da sua Grande Fuga, em que se colocava em diálogo com o melhor da tradição alemã (nomeadamente, o contraponto barroco), impulsionando simultaneamente a evolução da arte musical e do pensamento humano.
Não sendo uma fuga rigorosa, o quarteto Op. 133 desenvolve simultaneamente dois temas com tratamento variado, num genial contraponto de expressão caleidoscópica, em que o estilo beethoveniano tardio se encontra bem sintetizado.

D. F.

Beat Furrer (Schaffhausen, 1954)
intorno al bianco [2016] ca 25’

O compositor suíço-austríaco Beat Furrer é um dos mais singulares criadores do nosso tempo, detentor de um estilo reconhecível e de uma obra caracterizada por constante reinvenção. Nascido na Suíça, foi na Escola de Música da sua cidade natal que recebeu as suas primeiras aulas de piano e formação musical. Após a sua ida para Viena em 1975, estudou direção orquestral com Otmar Suitner e composição com Roman Haubenstock-Ramati na Escola Superior de Música e Representação. Em 1985, fundou o Klangforum de Viena, agrupamento que dirigiu até 1992 e do qual é ainda maestro associado.
Por encomenda da Staatsoper de Viena, escreveu a sua primeira ópera Die Blinden (Os Cegos), em 1989, com base na obra homónima de Maeterlinck. A sua segunda ópera, Narcissus, foi estreada em 1994, no âmbito do festival “steirischer herbst”, na Ópera de Graz. Em 1996, foi compositor em residência no Festival de Lucerna. A sua obra de teatro-música Begehren foi estreada em Graz, em 2001, e a peça de teatro sonoro FAMA foi estreada em Donaueschingen, em 2005.
Desde 1991, Beat Furrer ensina na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst, em Graz. Foi também professor de composição convidado na Hochschule für Musik und Darstellende Kunst, em Francoforte (2006–2009).
Com o violinista Ernst Kovacic, criou o “impuls”, academia internacional de música contemporânea. Distinguido por diversas ocasiões, em 2004, foi galardoado com o Prémio de Música da Cidade de Viena, tornando-se no ano seguinte membro da Academia de Artes de Berlim. Recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 2006, pela obra FAMA. Em 2010, Wüstenbuch (teatro-música) foi estreada em Basel. Em 2014, recebeu o Grande Prémio do Estado Austríaco e, mais recentemente, já em 2018, recebeu o importante prémio de música Ernst-von-Siemens, pelo reconhecimento do conjunto da sua obra. A sua penúltima ópera La Bianca Notte, a partir de textos de Dino Campana, foi estreada em Hamburgo, em 2015. Já em Janeiro de 2019, estreou, em Berlim, Violetter Schnee (2018), ópera com libreto de Händl Klaus, a partir de Vladimir Sorokin.
Desde 1980, tem composto uma variedade de obras, para instrumentos solo, agrupamento de câmara, orquestra, coro e ópera, sendo conhecido pela exploração da voz humana na sua relação com o som instrumental.
A combinação do clarinete com quarteto de cordas foi abordada por compositores como Mozart e Brahms. Com intorno al bianco, Beat Furrer quis procurar novas possibilidades com a mesma formação.
O Tempo é esticado ao extremo, formando lentamente novas constelações harmónicas. Vários modelos de movimento, vibrato, ornamentações, pulsações regulares e irregulares emergem de padrões de interferência de glissandos lentos e de movimento constante. O clarinete, completamente integrado no som das cordas, liberta-se destas gradualmente, num acelerando constante, tornando-se cada vez mais um contraponto ao quarteto. A continuidade desta lenta transformação acaba por mudar. Nesta compressão do tempo, pela dissociação do som, emerge uma série de figurações de género verbal. Os sons quebram-se nas suas partes individuais.
Com primeira audição absoluta a 14 de Novembro de 2016, em Florença, pelo Klangforum Wien, intorno al bianco teve a sua estreia portuguesa a 14 de Março de 2019, pelo ars ad hoc, que a preparou junto do compositor.

[a partir de Marie Louise Maintz]

Biografias

ARS AD HOC
Surgido em 2018, no seio da Arte no Tempo, o ars ad hoc cumpre o sonho de criar um novo espaço para a interpretação e divulgação da grande música de câmara, com elevados padrões de exigência e um forte compromisso com a música do nosso tempo. Na sua primeira temporada, o ars ad hoc pôs em confronto a música de dois grandes vultos do século XIX– Franz Schubert (1797-1828) e Johannes Brahms (1833-1897)– com o trabalho de um dos mais interessantes criadores do nosso tempo, o compositor suíço-austríaco Beat Furrer (Schaffhausen, 1954), que, em Março de 2019, esteve presente na segunda edição dos Reencontros de Música Contemporânea, onde colaborou na preparação da estreia nacional do seu quinteto com clarinete intorno al bianco [2016], pelo ars ad hoc, e dirigiu a Orquestra Metropolitana de Lisboa na interpretação da sua obra para orquestra nero su nero [2018] (também em estreia nacional).
Do ars ad hoc fazem parte músicos ainda jovens que, depois de se terem notabilizado em Portugal, complementaram os seus estudos no estrangeiro, como o violoncelista Pedro Vaz (Setúbal, 1988– que fez o curso profissional na Covilhã, seguindo directamente para o Conservatório Superior de Música e Dança de Paris, onde se formou, prosseguindo ainda estudos na Alemanha); o clarinetista Horácio Ferreira (Pinheiro de Ázere, 1988– que depois do curso profissional em Espinho e de estudos superiores no Porto, estudou com Michel Arrignon, na Escuela Superior de Musica Reina Sofia, e com Nicolas Baldeyrou, em Paris); o violetista Ricardo Gaspar (Lisboa, 1991– que depois da Superior de Lisboa rumou a Londres, onde estudou na Royal Academy of Music, integrando posteriormente a International Menuhin Music Academy Gstaad e tendo ganho no ano passado o lugar de assistente de chefe de naipe na Orquestra Sinfónica de St Gallen); o pianista João Casimiro de Almeida (Cabeceiras de Basto, 1994– formado também pela ESMAE e, posteriormente, pelo Conservatório Superior de Música e Dança de Paris); os violinistas André Gaio Pereira (Braga, 1994– que estudou em Londres, na Royal Academy of Music, antes de ser Jovem Músico do ano 2017), Diogo Coelho (formado pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo) e Johannes Haase; a violetista Alice Vaz (que estudou na Universidade de Évora e frequenta o Mestrado em Música Contemporânea da Universidade de Essen) e o flautista Ricardo Carvalho (que actualmente frequenta o Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Lyon).
O nível atingindo com o trabalho da primeira temporada permitiu que, mesmo antes desta concluída, o ars ad hoc fosse convidado para o Festival de Música dos Açores 2019 e para uma digressão na Áustria, em 2021, estando em perspectiva outros projectos de cooperação internacional.
Na temporada de 2019/20, o ars ad hoc mantém-se activo na divulgação da música do nosso tempo em confronto com o grande repertório camarístico, tendo assegurados, para além dos seus concertos regulares e da participação no Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, dois concertos no Centro Cultural de Belém, no âmbito dos Dias da Música em Belém (2020), com a estreia absoluta de seis obras de compositores portugueses e estrangeiros. Ainda em 2020, terá a sua primeira apresentação fora de Portugal, na capital da Noruega.

HORÁCIO FERREIRA
Um dos mais aclamados clarinetistas da sua geração e “Rising Star” da Organização de Salas de Concertos da Europa, Horácio Ferreira (Pinheiro de Ázere, 1988) tocou nas mais prestigiadas salas de espetáculos, destacando-se Concertgebouw (Amsterdão), Barbican (Londres), Musikverein (Viena), Philharmonie (Paris) e a nova Elbphilharmonie (Hamburgo).
Jovem Músico do ano 2014 e primeiro clarinetista a vencer o nível médio e superior do Prémio Jovens Músicos, Horácio Ferreira também venceu prémios no “Concours Debussy” em Paris, no prestigiado “Prague Spring Competition” em Praga, no Concurso de Interpretação do Estoril e foi vencedor do Concurso Internacional de Clarinete “J. Pakalnis” em Vilnius, do concurso “La Salette” e do Prémio Novos Talentos “Ageas”. Recebeu a medalha de mérito do Município de Santa Comba Dão e o prémio revelação da revista “Anim’Art”.
Diplomado pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo na classe de António Saiote, foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, tendo estudado com Michel Arrignon na Escuela Superior de Musica Reina Sofia, em Madrid, e com Nicolas Baldeyrou, em Paris.
Em 2019, foram-lhe dedicadas as obras Entre Silêncios, de Luís Tinoco, e Variações sobre o Carnaval de Veneza, de Luís Carvalho. Gravou para a RDP/RTP, France Musique, Radio Catalã e Televisão Húngara. Enquanto professor, é convidado regularmente para realizar master classes em Portugal e no estrangeiro, bem como para integrar o painel dos jurados de alguns dos principais concursos nacionais.
Como solista apresentou-se com inúmeras orquestras, tais como Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Filarmónica Checa, Orquestra de Câmara de Colónia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Estatal de Atenas, Banda Sinfónica Portuguesa, Filarmonia das Beiras, Orquestra de Cascais e Oeiras, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra XXI, Musica Humana e Banda Sinfónica de Tenerife, entre outras. Integra o agrupamento ars ad hoc e também se apresentou com grupos como Quarteto de Cordas de Matosinhos, Novus Quartet e Amaryllis String Quartet, entre outros.
Horácio Ferreira é artista da marca Vandoren e assessor artístico do Festival Internacional de Música de Marvão.

ANDRÉ GAIO PEREIRA
André Gaio Pereira (Braga, 1994) foi nomeado Prémio Maestro Silva Pereira — Jovem Músico do Ano 2017. Interessado em diversas áreas da música, apresenta-se regularmente como solista, em música de câmara e em orquestra.
André iniciou os estudos de violino aos 7 anos. Dois anos depois, fez a sua estreia a solo na Festa da Música (CCB). Estudou com a professora Inês Saraiva e, mais tarde, com o professor Aníbal Lima, tendo ingressado na classe do romeno Remus Azoitei após a sua mudança para Londres, onde, em 2012, ingressou na Royal Academy of Music.
Em 2017, obteve o 1º Prémio no Prémio Jovens Músicos, onde tinha já sido o primeiro laureado no Nível Médio, em 2010. Foi também nesse ano que venceu o Concurso Internacional do Fundão — Nível IV. Em 2016, foi distinguido com o 2º Prémio no Concurso Vasco Barbosa. Como solista, André apresentou-se com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra do Algarve e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Desde tenra idade que se interessa por opiniões diferentes e versáteis, tendo assim participado em masterclasses com os professores Igor Oistrakh, Gilles Apap, Zakhar Bron, Anna Chumachenko, Pavel Vernikov, Maxim Vengerov e Gyorgy Pauk.
A sua paixão por música de câmara levou-o a formar vários grupos, nomeadamente o Trio Flatus e o Quarteto Tagus. Neste âmbito, apresentou-se nos festivais Harmos, Mendelssohn on Mull e no Festival Internacional de Música do Marvão. O Quarteto Tagus foi nomeado grupo de música de câmara em residência na Royal Academy of Music na temporada 2016/2017, apresentando-se nesse mesmo ano no prestigiado Wigmore Hall e lado a lado com o Doric Quartet.
Enquanto músico de orquestra, André apresentou-se por diversas vezes como concertino da Academy Symphony Orchestra sob a direção de maestros como Semyon Bychkov, Sir Mark Elder e Edward Gardner. Em 2015, foi selecionado para representar a universidade no Pacific Music Festival, onde trabalhou com Valery Gergiev. Na temporada 2016/2017, integrou o London Symphony Orchestra String Experience Scheme e, desde então, é membro reforço regular da orquestra.
Concluiu o Mestrado em Performance na Academy sob a tutela de Levon Chilingirian. É bolseiro da prestigiada ABRSM e ainda generosamente auxiliado pelas instituições Fundação Calouste Gulbenkian, Help Musicians UK e Countess of Munster Musical Trust.

DIOGO COELHO
Diogo Coelho (Porto, 1988) iniciou os seus estudos musicais aos oito anos de idade com Suzanna Lidegran no Conservatório de Música do Porto. Em 1999, foi admitido na Artave (Escola Profissional Artística do Vale do Ave) na classe da mesma pedagoga, concluindo a sua graduação com distinção.
Realizou os seus estudos superiores na ESMAE (Escola Superior de Artes do Espetáculo — Porto) com o prof. Dr. Radu Ungureanu onde terminou a Licenciatura em Instrumento (Violino) com a classificação máxima e o Mestrado em Interpretação Artística com média de dezoito valores.
No ano de 2010, obteve o primeiro prémio no Concurso Helena Sá e Costa, na ESMAE, tendo-se apresentado a solo com a Orquestra Sinfonieta, interpretando o Concerto nº 1 op. 9 de S. Prokofiev, sob a direção do maestro Vytautas Lukocius. Em 2013, ficou classificado em 2º lugar ex aequo no Concurso Internacional Santa Cecília.
Participou em Masterclasses com Boris Kuniev, Aníbal Lima, Zakhar Bron, Yossi Zivoni, Philippe Aiche, Roman Nodel, Daniel Rowland e Stephan Piccard, em violino, e com os prestigiados quartetos de cordas Prazak, Fine Arts, Pavel Haas, Ardeo e Ébéne.
Enquanto primeiro violino do Quarteto Verazin, tem-se apresentado no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, nos anos de 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018; Semanas da Música — Estoril, em 2013 e 2018; Dias da Música — CCB, 2013; a solo, Aurora Chamber Music Festival, sob a direção de Kürt Masur, em 2015.

ALICE VAZ
Alice Vaz começou os seus estudos musicais na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi e Escola Profissional de Música de Almada, nas classes dos professores Ângela Peixoto e Rui Fernandes. Neste período, ingressa na Orquestra Juvenil e adquire a primeira inspiração do tocar em conjunto.
Após a educação básica em Setúbal e Almada, inicia o Bacharelato em Pedagogia da Música na Universidade de Évora, sob orientada por Max Rabinovitsj.
Em 2007, em Bremen, começa com as Mestrias em Violino e Viola na classe de Thomas Klug e Esther van Stralen e, desde 2011, apresenta-se maiormente como violetista. A Alemanha apresentou-lhe um terreno fértil para a música antiga e contemporânea, onde trabalha regularmente com agrupamentos e artistas notáveis. Desde setembro 2017, é aluna na Folkwang Universität na classe de Barbara Maurer, no Mestrado em Música Contemporânea.

PEDRO VAZ
(Setúbal, 1988) Iniciou os seus estudos musicais com Emídio Coutinho na Academia Luísa Todi, e com Miguel Rocha e Catherine Strynkx, na EPABI e no Conservatório Nacional de Lisboa. Em 2006, prossegue os seus estudos com Jan-Ype Nota, no Prince Claus Conservatoire de Groningen (Holanda) e, em 2012, conclui no Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Paris (CNSMD), na classe de Michel Strauss e Guillaume Paoletti.
Enquanto aluno no CNSMD de Paris, Pedro Vaz dedicou especial atenção à música contemporânea, tendo tocado em agrupamentos como Ensemble InterContemporain, Le Balcon, Ensemble New Babylon, Atelier NeuMusik Bremen.
Foi laureado em diversos concursos internacionais de violoncelo solo, destacando-se Beethoven Hradec Competition, Amsterdam Cello Biennal, bem como Amsterdam Grachtenfestival Conservatorium Concours.
Músico de câmara ativo, Pedro participou em vários festivais, sendo também laureado no Peter the Great Festival e no Forum de Musique de Chambre à Normandie.
Como solista, apresentou-se com as orquestras Groningen Mozart Ensemble, Orchestre des Lauréats du CNSMD de Paris e Amsterdam Sinfonietta.
Foram-lhe concedidas bolsas de estudo da Fundação Lambarté, Andrea Elkanbracht Foundation e Fondation Legs Jabès.