Ana Bela Chaves & Fernando Altube

16 Abril, 2020 pelas 21h00 (quinta)
na Clube de Viseu


Entrada: 5€ ou 2.5€ para público afeto ao Conservatório

Programa

ANTÓNIO VICTORINO DE ALMEIDA (n. 1940)
Slow Fox da “Sonata para Viola e Piano Op. 94”

FERNANDO S. ALTUBE (n. 1960)
O Poema Incompleto*:
I. A vida a recitar o texto
II. Morremos todos sós
III. Cartas sem destinatário

*Obra escrita para, e dedicada a, Ana Bela Chaves cuja estreia aconteceu com grande êxito no dia 2 de Novembro de 2018 no Museu do Oriente em Lisboa.

LUÍS DE FREITAS BRANCO (1714-1782)
Sonata para Violeta e Piano:
I. Moderado
II. Muito Vivo
III. Muito Moderado
IV. Muito vivo

ASTOR PIAZZOLLA (1921-1992)
Le Grand Tango

Ficha Artística

Ana Bela Chaves – Violeta
Fernando Altube – Piano

ANA BELA CHAVES
Natural de Lisboa, Ana Bela Chaves foi discípula de François Broos no Conservatório Nacional da mesma cidade, onde em 1969 obteve o 1° Prémio de violeta.
Laureada em Portugal com o 1° Prémio Guilhermina Suggia de violeta em 1971, de música de câmara em 1972 e com os Prémios da Imprensa em 1974 e 1981. Em Espanha, ganhou o Prémio de violeta no Concurso Internacional de Orense 1974 e na Suíça, o 1° Prémio – por unanimidade – no Concurso Internacional de Genebra 1977.
Em 1992, foi Membro do Júri do mesmo Concurso e, em 1993 do Concurso Internacional da Rádio de Munique.
Apresenta-se como solista com a grande maioria das orquestras portuguesas e também com algumas das mais prestigiadas orquestras internacionais, tais como a Orquestra de Paris, Suisse Romande, Shangaï, Osnabrück, Promenade de Amsterdão, as Orquestras das Rádios de Viena, Estugarda e Madrid, Ensemble La Folia, Orquestra de Câmara de Toulouse… sob a direção de nomeadamente: Manuel Ivo Cruz, Sir Colin Davis, Erich Bergel, Sir Roger Norrington, Bruno Pizzamiglio, Werner Torkanowsky, Claus Peter Flor, Andras Schiff, Claudio Scimone, Gyula Németh, Daniel Baremboïm e Christoph Eschenbach, entre outros.
Ana Bela Chaves atuou como concertista e em música de câmara no Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Brasil, Argentina, Uruguai, Cabo Verde, Hungria e Estados Unidos, para além das grandes cidades europeias.
De citar também os concertos em duo e em música de câmara com D. Baremboïm
O. Prats, P. Zukermann, W. Sawallisch e C. Eschenbach.
Dirige “masterclasses” em Portugal de Norte a Sul, em Espanha e em França.
Ana Bela Chaves dispõe duma importante discografia: dois concertos para violeta de J. Braga Santos e F. Lopes Graça, a Serenata Italiana de H. Wolf e a Sinfonia Concertante de W.A. Mozart. Três discos com os Solistas da Orquestra de Paris,um dos quais com a presença de V. Postnikova et G. Rojdestvenski. Onze discos com o grupo de câmara Opus Ensemble, do qual é membro fundador e o disco «Carta Branca a A. B. Chaves», que lhe é inteiramente consagrado. Este projeto foi apresentado em concertos em Portugal e na Bélgica.
Primeira violeta solista nas Orquestras Filarmónica e Gulbenkian de Lisboa, A. B. Chaves é desde 1980, 1.ª Solista da Orquestra de Paris, como também desde 2013, 1.ª Violeta da Orquestra dos Solistas Europeus do Luxemburgo.
Em março de 1997, recebe do Presidente da República Portuguesa a condecoração de «Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique».
Em maio de 2001 é-lhe outorgada em Paris, a medalha de «Cavaleiro das Artes e das Letras».
Em fevereiro 2005, Ana Bela Chaves faz a 1.ª audição mundial do concerto para viola e orquestra de E. Canat de Chisy com a Orquestra de Paris, sob a direção de C. Eschenbach. Este concerto foi gravado ao vivo e editado em CD no mesmo ano.

FERNANDO SEVERO ALTUBE
Fernando Severo Altube (Salta, Argentina — 1960) é pianista, compositor, maestro e professor com um longo percurso musical que o levou a conviver com diferentes culturas em diferentes cidades do mundo.
Terminou com medalha de ouro o Conservatório Nacional de Música CARLOS LOPEZ BUCHARDO, no seu país natal, na especialidade de piano, na cátedra da Prof.ª Haydèe Loustaunau. Em 1989 recebeu uma bolsa do Estado Soviético para estudar no Conservatório Estatal de Moscovo P.I. TCHAIKOVSKY onde obteve, em 1995, o Título
de Master of Fine Arts nas especialidades de Composição e Professor de Matérias Musicais Teóricas; os seus principais professores foram Román Ledeniov (Composição), Yuriy Butskó (Instrumentação), Stanislav kalinin (Direção), Yuri Vorontsov (Polifonia) e Yuriy Kholopov (Harmonia Contemporânea), entre outros.
Como pianista solista e em música de Câmara deu recitais em diversos países tais como: Argentina (incluindo o Salão Dourado do Teatro Colón de Buenos Aires), Rússia, Lituânia, Portugal, Espanha, E.U.A., Holanda. As suas obras foram interpretadas por prestigiadas orquestras e agrupamentos instrumentais internacionais tais como: Orquestra Sinfónica Nacional da Argentina, Orquestra Sinfónica da Galiza, Quarteto de Cordas de Tokyo, Quarteto Chilingirian de Londres, Opus Ensemble (Portugal), Quarteto Latino americano, entre outros.
Em 1996 recebeu o Primeiro Prémio do Concurso de Composição Juan Carlos Paz, organizado pelo Fundo Nacional das Artes da Argentina, e em 1999 recebeu o Primeiro Prémio do Concurso de Composição Andrés Gaos, organizado pela Deputação da Cidade da Corunha em Espanha. Por duas vezes consecutivas obteve prémios em concursos de improvisação no Conservatório Tchaikovsky. Em 2017, ganhou o 1º Prémio no WPTA-IPC International Composition Competition 2017 (Associação Mundial de Professores de Piano) e no mesmo ano recebeu o “Prémio Reconhecimento Embaixada Argentina 2017”.
Desde o ano 1997 até 2015 foi professor de piano, de análise e professor acompanhador na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi da cidade de Setúbal (Portugal). Desde o ano 2000 até 2015 foi também o Maestro e Arranjador da Orquestra Orff de Setúbal e Diretor Artístico de mencionada Academia.
No ano 2016 aconteceu a estreia, no mês de maio, da sua obra Runa, para Violino e Piano com o Violinista Alejandro Drago na cidade de Grand Forks, ND em E.U.A. Nessa mesma cidade, the Greater Grand Forks Symphony Orchestra com Alejandro Drago desta vez como Maestro, interpretaram a sua sinfonia com voz Pi Tete Úeru (canção
de embalar para despertar um povo).
Duas estreias aconteceram com grande êxito entre 2018 e 2019: O Poema incompleto, para Violeta e Piano, com a grande violetista Ana Bela Chaves, no dia 2 de novembro de 2018, no Auditório do Museu do Oriente em Lisboa, e -Palomitas, o 2.º Quarteto de Cordas, no mês de março de 2019, nas cidades de Nova Iorque e Baltimore, nos EUA, interpretado pelo Voyager Ensemble.
Entre os seus próximos projetos estão a estreia de “Surviving”, Trio para Violino, Violeta e Violoncelo, obra dedicada ao violetista David Yang.