24-destaque

1P. André Roque Cardoso // 2P. Tae-Hyung Kim

24 Abril, 2017 pelas 21h00 (segunda-feira)
no Teatro Viriato


Entrada: 5€ ou 2.5€ para público afeto ao Conservatório

1.ª Parte: André Roque Cardoso (Estreia Mundial)

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Programa

ANTÓNIO CHAGAS ROSA (n. 1960)
4 Fantasmas

EDUARDO PATRIARCA (n. 1970)
Tanka

JOSÉ CARLOS SOUSA (n. 1972)
Sinistram Umbra

ANTÓNIO VICTORINO D’ALMEIDA (n. 1940)
Estudo Sinfónico

4 Novas Obras de Compositores Portugueses

“4 Fantasmas” de António Chagas Rosa

A partir da reminiscência de um prelúdio de Marin Marais para o seu instrumento de eleição – basse de viole, viole de gambe ou viola da gamba – o antepassado do violoncelo no período barroco, surgiu um caderno de “fantasmas” de antigos mestres, mais ou menos identificáveis. São peças breves para a mão esquerda de um pianista, com caráter de prelúdios livres, que desafiam o habitual equilíbrio sonoro da escrita para ambas as mãos, procurando criar uma autonomia sonora sem que se sinta a falta da mão direita e sem transferências para o piano de música pensada para o violoncelo. Nestes “4 Fantasmas” encontram-se gestos tradicionais em contraponto com outros sem convenção. Do mesmo modo, no plano harmónico, subsiste uma tensão entre consonância e dissonância que eu reconheço como sendo típica da minha linguagem de compositor. Finalmente, será preciso conciliar o espírito de improvisação com a forma bem definida de um objeto sonoro, sem qualquer tipo de radicalismo ou ostentação. Desafios para a técnica e sensibilidade de quem tem alma de pianista…

“Tanka” de Eduardo Patriarca

O título reflete uma estrutura de poesia japonesa que está na origem dos Haikus. Num percurso meditativo, a obra constrói-se à volta de leituras de Tanka dos quais a sua análise espectral gera elementos melódicos e harmónicos. Na cultura japonesa, este género de poemas reflete situações de autonomia do Eu e do controlo definido na filosofia Zen sobre as ações de cada um, e permitindo assumir o momento presente, o momento em que cada ação acontece. Assim, é pedido ao intérprete que acione os momentos da eletrónica, dando-lhe a responsabilidade da organização temporal, que assim reflete a relação deste com a obra. A especificidade do uso somente da mão esquerda imprime reações ao material, obrigando a quebras e divisões particulares, quebrando o espectro e recriando elementos novos de cor e timbre.
A obra encomendada pelo Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu é dedicada ao pianista André Cardoso.

“Sinistram Umbra” de José Carlos Sousa

Esta obra resulta de uma encomenda do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, desafiando os compositores a compor uma peça para piano para ser executada apenas com a mão esquerda. A construção da obra assenta na exploração tímbrica do piano, expandida pela eletrónica. A eletrónica é utilizada, principalmente, na realização de uma metamorfose sonora dos elementos e gestos característicos do piano, assim como explorações tímbricas do mesmo instrumento, criando assim novos ambientes sonoros.
Sinistram Umbra – Pode traduzir-se por “Sombra da Mão Esquerda”. O pianista terá o papel primordial enquanto ator principal na execução desta obra, mas este é seguido por uma “sombra sonora”, desenvolvida pela eletrónica, que o acompanha num processo dialético em que som do piano e som eletrónico se fundem numa identidade sonora única.
Sinistram Umbra, é dedicada ao pianista André Roque Cardoso.

“Estudo Sinfónico” de António Victorino d’Almeida

O repertório para piano tocado apenas com a mão esquerda não será muito vasto e considero que ainda bem que assim é, dado que resulta, muitas vezes, de graves – e, como é óbvio, muito dramáticos e indesejáveis – acidentes que, por uma causa ou por outra, privaram alguns pianistas do uso da mão direita.
No caso deste Estudo (o segundo que já escrevo para a mão esquerda, pois o primeiro insere-se num opus da minha juventude – os “Quatro Estudos Fanático-Românticos”- que eu terei estreado em Lisboa, penso que no Conservatório Nacional, andaria pelos meus quinze anos), recebi entretanto a animadora notícia de que o pianista está a recuperar bem do seu acidente.
De qualquer forma, a peça foi escrita e pensada exclusivamente para a mão esquerda, e será sempre nessas condições que será tocada.
Para o chamado grande público, uma peça para a mão esquerda poderá parecer muito mais difícil do que se fosse escrita para a mão direita, mas devo dizer que não é o caso.
Com efeito, a mão esquerda é a que está mais próxima dos graves, permitindo sustentar muito melhor as harmonias do que os registos agudos ou extremo-agudos, razão pela qual, não tenho sequer conhecimento de nenhuma obra só para a mão direita… É evidente que as obras para a mão esquerda são sempre difíceis (ou mesmo muito difíceis…), mas são exequíveis, enquanto uma obra para a mão direita se arriscará a ser impossível ou mesmo insuportável, a menos que se pretenda com ela imitar um congresso de grilos…
Isso mostra a importância de todas as bases, sejam elas alicerces ou sons graves, entre muitos outros exemplos.
Ou seja: a mão esquerda, uma vez treinada, também possui uma grande mobilidade e, ao mesmo tempo, é quase sempre ela que se ocupa de assegurar a estrutura da música. Naturalmente, também consegue subir até aos agudos (aqui, trata-se mais de uma questão de rins por parte do pianista, assumindo uma posição que não é a mais natural…), e pode ocupar-se aí de praticamente todas as melodias, ao mesmo tempo que, descendo ciclicamente aos graves, garante um equilíbrio sonoro capaz até de enganar qualquer auditor que não veja o que se está a passar.
A mão direita nunca poderia obter um resultado equivalente e é por isso que, a despeito do aspeto sempre dramático dos acidentes, do mal o menos (para os pianistas e outros instrumentistas de tecla), antes acontecerem com a direita do que com a esquerda.
Mas o ideal, escusado será dizer, é que não haja acidentes!
De qualquer forma, terei muito gosto em ir a Viseu assistir à estreia do meu segundo estudo para a mão esquerda e maior será o prazer de poder em breve escrever outra peça, essa para as duas mãos, deste jovem pianista.

Biografias

ANDRÉ ROQUE CARDOSO
André Roque Cardoso, natural de Sernancelhe, iniciou os seus estudos musicais aos 5 anos. Dois anos depois, entrou no Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, onde estudou piano com a Professora Rosgard Lingardsson.
Em 2000, foi admitido na Universidade de Aveiro integrando a classe do Professor Vitali Dotsenko. Concluida a Licenciatura, ingressou na École Normale de Musique de Paris, “Alfred Cortot”. Aí trabalhou com Guigla Katsarava, obtendo os “Diplôme d’Exécution”, “Diplôme Supérieur d’Exécution” e “Diplôme Supérieur de Concertiste”.
Apresenta-se em inúmeros festivais a solo e em diversas formações de música de câmara, nomeadamente, nas cidades de Angra do Heroísmo, Aveiro, Balti, Braga, Calarasi, Chisinau, Coimbra, Funchal, Guarda, Mafra, Paris, Ponta Delgada, Porto, Ribeira Grande, Rogaska, Sernancelhe e Viseu.
Tocou também como solista com a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção dos maestros António Lourenço, António Saiote e Ernst Schelle, e com a Orquestra Nacional de Câmara da Moldávia, sob a direção de Alexey Vasilenko.
Ministrou masterclasses em Vila Real, Chaves, Guarda e, na Moldávia, em Balti e Calarasi.
Foi criador d’”As Lições dos Jovens Mestres” e, atualmente, frequenta o programa doutoral da Universidade de Aveiro.

ANTÓNIO CHAGAS ROSA
António Chagas Rosa nasceu em Lisboa em 1960, onde fez os seus estudos de História e de Piano. Partiu para a Holanda em 1984 onde se graduou em Composição em Roterdão em 1992. Foi também maestro repetidor na Ópera de Amesterdão e professor na classe de ópera do Conservatório Sweelinck da mesma cidade.
É autor de numerosos ciclos de canções, de óperas de câmara, de música sinfónica, de câmara, para instrumentos solistas e ainda de música coral. A sua segunda ópera, “Melodias Estranhas”, resultou de uma encomenda conjunta das cidades de Roterdão e Porto /Capitais Europeias da Cultura em 2001. A gravação do seu conto musical “As Feiticeiras” (encomenda do Ensemble Musicatreize de Marselha), com poema de Maria Teresa Horta, recebeu o prémio da crítica francesa em 2007 (Victoire de la Musique, Radio France), tendo sido apresentado na Cité de la Musique, em Paris, no ano seguinte.
Recentemente ressaltam as encomendas que recebeu do coro de câmara Les Éléments de Toulouse (“Lumine clarescet”, no programa Iberia) e “A Wilde Mass” (sobre textos de Oscar Wilde) para o Ensemble Musicatreize.
As suas obras têm vindo a ser apresentadas em alguns dos festivais internacionais de música contemporânea mais importantes – Viena, Zurique, Amesterdão, Paris, Estrasburgo, Valência e Caracas, entre outros.
Desde 1996 ensina música de câmara na Universidade de Aveiro, onde se doutorou em 2006.

EDUARDO PATRIARCA
Nascido no Porto em 1970, fez aí os seus primeiros estudos de música, no Curso de Música Silva Monteiro, onde estudou piano com Sofia Matos, composição com Fernando C. Lapa e História da Música com Joaquim Marques da Silva. Frequenta o Curso Superior de Composição na Escola Superior de Música do Porto e na Escola Superior de Música de Lisboa, estudando com Cândido Lima, António Pinha Vargas, Álvaro Salazar e Christopher Bochmann.
Paralelamente aos estudos oficiais frequenta aulas particulares com Jorge Peixinho e assiste a seminários de Emmanuel Nunes, Gehrard Staebler, Wilfred Jentzsch, Philipe Hurel e Leo Brouwer.
Atualmente frequenta o Doutoramento em Composição na Universidade de Aveiro, sob a orientação de Isabel Soveral.
As suas obras têm sido executadas e encomendadas por vários músicos das gerações recentes, estando algumas gravadas por intérpretes como Nuno Aroso, João Pedro Delgado, Síntese, Marina Pacheco & Olga Amaro ou o Quarteto de Cordas de Matosinhos.
Destaca-se da sua produção “Ensō” para orquestra (encomenda do Harmos Festival), “Processione” (encomenda do Quarteto de Cordas de Matosinhos), “Fractal Points” (encomenda do Festival Síntese), “Canções de Lemúria” (encomenda da Marina Pacheco & Olga Amaro), a ópera “Magdala” (encomenda do Teatro Municipal de Vila do Conde).
As suas obras estão editadas pela AvA, musical editions, Mic e mpmp. Leciona Análise e Técnicas

JOSÉ CARLOS SOUSA
José Carlos Almeida de Sousa nasceu em Viseu – Portugal, em 1972. Iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, na sua cidade natal onde concluiu o curso geral de composição em 1995.
Em 1996 prossegue os seus estudos na Universidade de Aveiro, onde concluiu a Licenciatura em Composição, no ano de 2000.
Estudou composição e música eletrónica com Evgueni Zoudilkin, João Pedro Oliveira e Isabel Soveral. Frequentou ainda vários seminários de composição e música eletrónica orientados pelos compositores: Jorge Antunes, Alain Sève, Tomás Henriques, Flo Menezes, François Bayle e Emmanuel Nunes.
Em Junho de 2005 concluiu, na Universidade de Aveiro, um mestrado em música com especialização em composição, subordinado ao tema “O Timbre e suas Metamorfoses no Processo Composicional da Música Electroacústica”.
Já lecionou na Universidade de Aveiro e no Instituto Piaget em Viseu.
Foi conjuntamente com Paula Sobral organizador e diretor artístico do Concurso e Festival Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe, durante 15 edições consecutivas.
Foi o criador do Festival de Música da Primavera de Viseu, que organiza desde 2008 exercendo também o cargo de Diretor Artístico do Festival.
Em 1995 ganhou o primeiro prémio do 1.º concurso de composição do conservatório onde estudou, com a obra infantil para piano, “Almofada”.
No Concurso de Composição Electroacústica “Música Viva 2000”, foi agraciado com uma Menção Honrosa.
Em Abril de 2001 foi premiado com a sua obra Viagem no referido concurso, integrado-a no “Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura”.
A sua música tem sido tocada em várias cidades portuguesas e em vários festivais de música: Festival Música Viva (Portugal), Primavera en La Habana (Cuba), Aveiro Síntese (Portugal), “33.e Festival International des Musiques et Créations Electroniques” (Bourges – França), Concurso e Festival Internacional de Guitarra (Sernancelhe – Portugal), 14th World Saxophone Congress (Slovenia), “Guitarmania” – Festival Internacional de Guitarra Clássica (Almada – Portugal), Festival de Guitarra de Palência (Espanha), Festival Dias de Música Electroacústica (Seia – Portugal), “Síntese” – Ciclo de Música Contemporânea da Guarda (Portugal), Festival Internacional de Guitarra de Santo Tirso (Portugal), Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu (Portugal), 8.e Festival International Guitar´Essonne – (Paris – França). Dias de Música Electroacústica no Santa Cruz Air Race 2013 (Portugal), entre outros.
Algumas das suas obras resultam de encomendas de várias instituições como Festivais Internacionais de Música, Universidades, Museus e Câmaras Municipais.
Atualmente é professor de composição no Conservatório de Música de Viseu, exercendo também o cargo de Diretor Pedagógico do Conservatório desde 2004.

ANTÓNIO VICTORINO D’ALMEIDA
Pianista, Improvisador, Compositor, Divulgador Musical, Chefe de Orquestra, Orquestrador, Organizador e Programador de Festivais de Música e Temporadas de Concertos (Vilar de Mouros, Idanha-a-Nova, Caminha – Concertos nas Aldeias do Concelho), Professor de História da Música (Universidade Clássica do Porto, Tavira, Faro e, em associação com Miguel Leite e o “Saber Ouvir” no Clube Literário do Porto, na Casa-Museu Teixeira Lopes em Gaia, na Universidade Católica do Porto e na Casa da Região Autónoma da Madeira – Norte/Porto), Conferencista, Escritor, Cineasta, Autor, Realizador e Apresentador de Programas de Televisão, Autor e Participante de Programas de Rádio, Encenador e Autor de Peças de Teatro (Adaptação de “A Relíquia” de Eça de Queirós), Victorino d’Almeida considera-se a si próprio fundamentalmente como um Compositor.
No entanto, é na sua vertente de divulgador musical que tem sido determinada a sua verdadeira idiossincrasia: a de um pujante criativo – simultaneamente um extraordinário comunicador – que encontra na partilha do seu amor pelas artes e pelo património cultural e artístico uma das suas fontes de grande vitalidade e energia, permanentemente renovadas no contacto e no calor humano daqueles que brinda com a sua arte e com os seus conhecimentos.
Profundamente reconhecido pelo público – que regularmente lhe enche as salas em que atua – e pelos seus compatriotas que de uma maneira geral o acarinham até com gestos de âmbito e alcance nacional como foi o célebre episódio do desaparecimento e devolução da famosa bengala que o acompanha há mais de 45 anos, tem também sido reconhecido pelas entidades e organismos oficiais do seu país, concretamente ao ter sido agraciado no dia 10 de Junho de 2005 pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Da Áustria – país em que viveu durante 23 anos – recebeu duas condecorações das mãos do Presidente da República: a Grande Insígnia de Prata (por altos serviços prestados às relações culturais entre Portugal e a Áustria), e a Cruz de Honra Austríaca das Ciências e das Artes, uma das mais prestigiadas daquele país.
Mais recentemente, em Maio de 2014, foi igualmente condecorado pelo Embaixador de França em Portugal Jean-François Blarel com as insígnias de “Chevalier des Arts et des Lettres” – a mais alta condecoração cultural do Governo Francês.

2.ª Parte: Tae-Hyung Kim

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Programa

A. SCRIABIN (1872-1915)
Poem op.32 No.1 in F sharp Major
Sonata No.4, op. 30
Andante
Prestissimo volando

5 Preludes, op.16
Valse op.38 in A Flat Major

S. RACHMANINOFF (1873-1943)
Prelude op.32 No.5 in G Major
F.Kreisler-S.Rachmaninov Liebesleid
Etude-Tableaux op.39 No.5 in e flat minor
Moment-Musicaux No.4 in e minor

Tae-Hyung Kim fez a sua estreia internacional em 2004 no Concurso Internacional Cidade do Porto, onde ganhou o Primeiro Prémio e o Prémio Especial para a melhor interpretação da Sonata de Beethoven, tornando-se o primeiro coreano a ganhar esse concurso. No mesmo ano, terminou em segundo lugar no Jeunesses Musicales International Piano Competition e foi laureado em vários concursos de prestígio, incluindo o Hamamatsu em 2006 e o Long-Thibaud em 2007. As suas fantásticas conquistas continuaram em 2008, ganhando o Interlaken Classics International Competition em Berna, o Concurso Internacional de Música de Marrocos e o Grand Prix Animato em Paris.
Em 2010, conquistou o quinto lugar no Queen Elizabeth International Music Competition na Bélgica, que é largamente reconhecido como sendo um dos três mais importantes concursos de piano do mundo, cativando apreciadores de música clássica no seu país e no mundo. Em 2013, ganhou o Primeiro Prémio e o Prémio do Público no Hastings International Piano Concerto Competition, que catapultou a sua carreira musical na Inglaterra e na Europa.
Kim expandiu o seu âmbito de atividades tocando com proeminentes orquestras internacionais, incluindo a Royal Philharmonic Orchestra, a Russian National Philharmonic Orchestra, a Tokyo Symphony Orchestra, a Kioi Sinfonietta Tokyo, a Orquestra Nacional da Bélgica, a Orquestra Nacional de França, a Orchestre Royal de Chambre de Wallonie e a Bulgarian National Radio Symphony Orchestra. Tocou com reconhecidos maestros como Vladimir Spivakov, Marin Alsop, Emil Tabakov e Vakhtang Matchavariani, entre muitos outros. Também se apresentou com orquestras coreanas de referência, incluindo a KBS Symphony Orchestra, a Korean Symphony Orchestra, a Korean Chamber Orchestra, a Bucheon Philharmonic Orchestra, a Daejeon Philharmonic Orchestra e a Wonju Philharmonic Orchestra.
Kim fez a sua estreia a solo em 2000, no Kumho Prodigy Concert, continuando a partir desse ano a ser convidado para recitais na Kumho Rising Star Series, Yamaha Rising Artist Series, and Hoam Rising Star Series in Seoul, Korea. Estableceu a sua presença na Europa através de uma série de recitais na Bélgica (Bruges SCOOP concert series, Handelsbeurs em Gent, Cultuurcentrum em Mechelen e Kortrijk Festival van Vlaanderen) e continuou a expandir horizontes (Yokohama International Piano Concert, Florença International Music Festival e Euro Music Festival em Leipzig). Tocou em prestigiadas salas como a Salle Pleyel, Salle Gaveau, Salle Cortot em Paris, Gewandhaus em Leipzig, Palais des Beaux-Arts em Bruxelas, Handelsbeurs em Gent, Concertgebouw em Bruges, Dom Muziki em Moscovo, Philharmonie em St. Petersburgo, e Esplanade Concert Hall em Singapura.
Kim foi expressamente convidado pelo Ministério Coreano dos Negócios Estrangeiros e pela Korean Foundation a ser, orgulhosamente, embaixador cultural da Coreia, dando concertos em toda a ásia central e tocando na Sede das Nações Unidas na Suíça. Em 2011, atravessando o Atlântico, fez digressões na Costa Rica, El Salvador e Panamá. As suas aparições a solo e em música de câmara provam a sua efetiva versatilidade musical. Recentemente, com a Korean Chamber Orchestra, completou uma digressão de três concertos na Rússia e tocou em Singapura e Tailândia com a Korean Symphony Orchestra.
Kim tem demonstrado um profundo empenho e paixão pela música de câmara, aparecendo frequentemente em vários festivais, incluindo Mariinsky Far East Festival em Vladivostok, Festival de Musica Credomatic, Great Mountains International Music Festival, Seoul Spring Festival of Chamber Music, e Ditto Festival. Em 2013, formou o ‘Trio Gaon’, com o violinista Jehye Lee e o violoncelista Hendrik Blumenroth (o atual violoncelista é Samuel Lutzker) durante o seu Chamber Music Course na München Hochschule für Musik und Theater com o Professor Christoph Poppen e Friedemann Berger. É também um membro reconhecido do Kumho Asiana Soloists, com outros promissores músicos da Coreia.
Nascido em Seoul, Tae-Hyung Kim graduou-se, “summa cum laude”, na Seoul Arts High School e estudou com o Professor Choong-Mo Kang na Korean National University of Arts. Após a graduação, mudou-se para a Alemanha para completar a Meisterklasse (Konzertexamen) em piano performance sob a orientação do Professor Elisso Virsaladze e a Meisterklasse (Konzertexamen) em Liedgestaltung (acompanhamento de Lied) com Helmut Deutsch na München Hochschule für Musik und Theater. Subsequentemente, continuou a sua aprendizagem no Conservatório de Estado de Moscovo P.I.Tchaikovsky com Elisso Virsaladze. Hoje em dia Kim está a viver em Munique.

Mecenas: Turismo do Centro

O concerto em fotografias